Justiça determina soltura do dono da Euro Car, preso após denúncias de clientes em Anápolis

Empresário passou por audiência de custódia neste sábado (17). Negociações de veículos seguem em apuração

Denilson Boaventura Denilson Boaventura -
Empresário passou por audiência de custódia neste sábado (17). Negociações de veículos seguem em apuração
Wilson Breno Silva Alves é proprietário da Euro Car Anápolis e foi preso durante investigações. (Fotos: Reprodução)

A Justiça determinou, neste sábado (17), a soltura de Wilson Breno Silva Alves, de 33 anos, dono da Euro Car, em Anápolis. O empresário estava preso após denúncias de clientes sobre problemas na compra e venda de veículos.

O Portal 6 teve acesso à decisão, assinada pela juíza Bruna de Oliveira Farias após audiência de custódia. A magistrada relaxou a prisão em flagrante e determinou a expedição imediata de alvará de soltura, desde que não exista outro motivo para manter o comerciante preso.

Durante a audiência, o Ministério Público de Goiás (MPGO) se manifestou pelo relaxamento da prisão, com aplicação de medidas cautelares. A defesa, representada pelo advogado Eduardo Silva Alves, também pediu a soltura.

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Ao analisar os documentos, a juíza considerou que as negociações relatadas ocorreram dias ou semanas antes da condução do empresário à delegacia e entendeu que não estava caracterizada uma situação de flagrante.

A magistrada não impôs medidas cautelares por considerar que não havia elementos suficientes naquele momento. A questão poderá ser reavaliada conforme o avanço das apurações.

As denúncias envolvem compradores que afirmam ter ficado com financiamentos ativos sem receber os carros e proprietários que relatam não ter recebido o restante do pagamento por veículos negociados pela loja.

Em depoimento à Polícia Civil (PC), acompanhado de advogado, o dono da Euro Car reconheceu atrasos nos repasses. O empresário afirmou que as negociações estavam documentadas em contratos e que fazia pagamentos parciais quando a empresa não dispunha do valor integral.

O caso seguirá em investigação para esclarecer as circunstâncias das negociações e apurar as denúncias dos clientes. A juíza determinou o envio de cópia integral do procedimento ao MPGO e que se aguarde a chegada do inquérito policial.

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Denilson Boaventura

Denilson Boaventura

Graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Especialista em Marketing, Estratégia e Inovação Digital pelo Centro Universitário Araguaia (UniAraguaia).