Lago natural de águas cristalinas permanece a cerca de 31°C em pequena cidade de Goiás
A temperatura se mantém agradável mesmo fora do verão e vem diretamente do subsolo, sem necessidade de aquecimento artificial

Em uma das menores cidades de Goiás, uma lagoa de águas claras mantém temperatura semelhante à de uma piscina aquecida durante boa parte do ano.
O cenário fica em Lagoa Santa, no extremo Sul goiano, próximo à divisa com Mato Grosso do Sul. Segundo a Goiás Turismo, a água permanece em média a 31°C e é alimentada por fontes naturais termais.
A Administração Municipal informa uma variação aproximada entre 29°C e 33°C, dependendo do ponto da lagoa e das condições do momento.
Calor vem do próprio subsolo
A água não passa por aquecedores e brota naturalmente quente. A Prefeitura de Lagoa Santa associa as fontes ao Aquífero Guarani, sistema subterrâneo que se estende por grande parte da região Centro-Sul da América do Sul.
Em termos simples, a água infiltra no solo, circula em profundidade e retorna à superfície aquecida pelo próprio ambiente geológico.
Ao chegar à lagoa, mistura-se com outras águas subterrâneas e mantém temperatura bastante estável. É isso que permite encontrar água morna mesmo em períodos mais frios.
Vazão chega a milhões de litros por hora
Outro número chama atenção. Relatório da Goiás Turismo aponta uma vazão natural de aproximadamente 3,6 milhões de litros por hora.
Isso significa entrada constante de água, uma renovação que ajuda a explicar por que a lagoa mantém aspecto cristalino e continua sendo o principal cartão-postal do município.
A própria estrutura turística se desenvolveu ao redor dela.
Passarelas, áreas de banho e hospedagem surgiram aproveitando uma característica que já existia antes da formação da cidade.
A lagoa de 31°C já chama atenção justamente por parecer uma piscina aquecida no meio da natureza.
Águas ajudaram a criar o município, que tem apenas pouco mais de mil moradores
A história local também se confunde com a lagoa. Segundo a Administração Municipal, pescadores e visitantes já frequentavam a região nas primeiras décadas do século XX.
Com o tempo, a fama das águas cresceu. Na década de 1970, começaram projetos para estruturar o turismo hidrotermal.
O município foi emancipado no fim dos anos 1990 e passou a carregar no próprio nome a atração que lhe deu identidade.
Apesar da importância turística, Lagoa Santa continua pequena e isso cria um contraste curioso.
O principal atrativo recebe visitantes de outras regiões, enquanto a rotina urbana mantém escala bastante reduzida.
O turismo convive com pecuária, serviços e atividades relacionadas ao Rio Aporé.
Para quem pretende visitar, entretanto, preços e regras de acesso devem ser consultados diretamente com os responsáveis pelo complexo, pois podem mudar.
A parte mais interessante da história independe de tarifa.
No meio do Cerrado, a água continua brotando naturalmente quente e transforma uma pequena cidade em um dos pontos hidrotermais mais peculiares de Goiás.
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