Justiça determina soltura dos suspeitos de matar casal em distribuidora de Anápolis

Presos em Campo Limpo de Goiás, os dois passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões consideradas ilegais

Da Redação Da Redação -
Casal foi alvejado em frente a adega de Anápolis
Casal foi alvejado na porta de uma distribuidora de bebidas de Anápolis, na tarde deste domingo (18). (Foto: Reprodução)

A Justiça determinou a soltura dos dois suspeitos de matar Hiago Almeida dos Santos, de 25 anos, e a esposa dele, Ana Carolina Maia Nogueira, de 24, em frente a uma distribuidora de bebidas no Bairro Maracanã, em Anápolis. A decisão foi tomada em audiência de custódia nesta segunda-feira (19).

Os investigados, de 20 e 28 anos, haviam sido presos pela Polícia Militar (PM) em Campo Limpo de Goiás, após o ataque ocorrido na tarde de domingo (18).

O juiz Henrique Santos Magalhães Neubauer, da 3ª Vara Criminal de Anápolis, determinou o relaxamento das prisões por considerar que elas não atenderam aos requisitos legais do flagrante. Com isso, as detenções foram anuladas, sem que houvesse julgamento sobre a participação dos suspeitos no crime.

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Motivos da decisão

No entendimento do magistrado, as equipes chegaram aos suspeitos por meio de diligências investigativas, e não de uma perseguição iniciada logo após o crime. Para ele, nas circunstâncias apresentadas, não ficou caracterizada uma situação que autorizasse a prisão em flagrante.

Na decisão, o juiz destacou que as prisões foram formalizadas cerca de sete horas após o ataque, em outro município. Também apontou que o primeiro abordado estava em um Fiat Palio branco, sem armas ou objetos que, naquele momento, permitissem relacioná-lo ao homicídio.

Os armamentos foram localizados posteriormente, em uma propriedade rural. Na avaliação do magistrado, a ligação dessas armas com as mortes ainda precisava ser esclarecida. Diante desse conjunto de circunstâncias, ele considerou as prisões ilegais.

O juiz também questionou a entrada dos policiais em imóveis aparentemente sem mandado judicial. Quanto às confissões atribuídas aos suspeitos, apontou possíveis irregularidades nas condições em que foram obtidas, mas não concluiu sobre a validade das declarações.

Ao determinar a expedição dos alvarás de soltura, o magistrado ressalvou que os investigados deveriam permanecer presos caso houvesse outro motivo legal. Também ordenou o envio dos autos ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e à Corregedoria da PM para apuração dos fatos e dos relatos de agressões apresentados na audiência.

O crime

O casal foi baleado em frente à Adega Seven, na Avenida Presidente Kennedy. Hiago foi atingido por seis disparos e morreu no local. Ana Carolina chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Alfredo Abrahão (HMAA), mas não resistiu.

Segundo os relatos policiais que embasaram as prisões, um dos suspeitos admitiu participação no ataque e indicou o envolvimento do outro. Nas buscas, foram apreendidos um revólver calibre .38, uma pistola calibre .380 e uma camiseta parcialmente queimada.

O caso seguirá sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil (PC), que deverá esclarecer a motivação das mortes e a participação atribuída a cada suspeito.

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