“Sentimento de revolta e de indignação”, diz Márcio Corrêa após soltura de suspeitos de matar casal em distribuidora de Anápolis

Em vídeo nas redes sociais, prefeito criticou a liberação dos investigados e cobrou endurecimento da legislação

Denilson Boaventura Denilson Boaventura -
"Sentimento de revolta e de indignação", diz Márcio Corrêa após soltura de suspeitos de matar casal em distribuidora de Anápolis
Márcio atribuiu o problema à legislação e cobrou mudanças. (Foto: Reprodução/Divulgação/Polícia Civil)

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), criticou a soltura dos dois suspeitos de matar Hiago Almeida dos Santos, de 25 anos, e a esposa dele, Ana Carolina Maia Nogueira, de 24, em frente a uma distribuidora de bebidas no Bairro Maracanã.

“Aqui fica um sentimento de revolta e de indignação”, afirmou ao comentar a decisão tomada em audiência de custódia na segunda-feira (19).

Os investigados, de 20 e 28 anos, haviam sido presos pela Polícia Militar (PM) em Campo Limpo de Goiás após o ataque, ocorrido no domingo (18). Para Márcio, a liberação dos suspeitos após a mobilização policial aumenta a sensação de insegurança da população.

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“Você imagina toda uma estrutura que foi mobilizada no final de semana, todo um serviço de inteligência e uma sensação de insegurança pela população, para ver esses bandidos saindo pela porta da frente”, declarou, em vídeo publicado nas redes sociais.

Ao defender o trabalho dos policiais, o prefeito afirmou que houve uma resposta rápida ao crime. “A polícia de Goiás é muito eficiente, tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar”, disse.

Márcio atribuiu o problema à legislação e cobrou mudanças. “Enquanto nós tivermos uma lei frouxa e um governo complacente com a bandidagem e com a criminalidade, esse país não tem conserto”, afirmou.

Motivos da soltura

A decisão foi tomada pelo juiz Henrique Santos Magalhães Neubauer, da 3ª Vara Criminal de Anápolis, que considerou as prisões ilegais por entender que não havia situação de flagrante.

No entendimento do magistrado, os policiais chegaram aos suspeitos por meio de diligências investigativas, e não de uma perseguição iniciada logo após o crime. Ele destacou que as prisões foram formalizadas cerca de sete horas depois do ataque, em outro município.

O juiz também apontou que o primeiro abordado não estava com armas ou objetos que o relacionassem ao homicídio naquele momento. Os armamentos foram encontrados posteriormente, em uma propriedade rural, e a ligação deles com as mortes ainda precisava ser esclarecida, conforme a decisão.

Diante dessas circunstâncias, o magistrado determinou o relaxamento das prisões e a expedição dos alvarás de soltura, salvo se houvesse outro motivo para manter os dois detidos. A medida trata da legalidade das detenções e não representa absolvição dos investigados.

Hiago morreu no local do ataque, em frente à Adega Seven, na Avenida Presidente Kennedy. Ana Carolina chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Alfredo Abrahão, mas não resistiu.

O caso seguirá sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil, que deverá esclarecer a motivação das mortes e a participação atribuída a cada suspeito.

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Denilson Boaventura

Denilson Boaventura

Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Especialista em Marketing, Estratégia e Inovação Digital pelo Centro Universitário Araguaia (UniAraguaia).