Recrutadores concordam: “Para ganhar mais nos próximos anos, não basta ter diploma, mas saber usar inteligência artificial”, e 41% das empresas já pagam a mais por isso
Em um cenário de disputa por talentos, novas competências podem influenciar negociações salariais e abrir oportunidades em diferentes áreas

Ter um diploma, acumular certificados e reunir anos de experiência no currículo sempre foram diferenciais importantes para conquistar boas oportunidades. Entretanto, as exigências das empresas estão mudando, e algumas habilidades começam a ganhar um peso maior na definição dos salários.
O movimento acompanha a transformação de atividades que antes dependiam exclusivamente do trabalho humano. Agora, organizações procuram profissionais capazes de combinar conhecimentos tradicionais com novas ferramentas digitais.
Essa tendência aparece no Guia Salarial 2027, divulgado pela consultoria de recrutamento Robert Half em outubro de 2026. O levantamento reúne projeções de remuneração para mais de 450 cargos brasileiros.
Empresas já pagam mais por experiência com inteligência artificial
Segundo a pesquisa, 41% dos empregadores entrevistados afirmam oferecer salários maiores a profissionais com experiência em inteligência artificial generativa. O percentual mostra que essa competência já influencia decisões de remuneração entre as empresas consultadas.
A disputa também aparece nas contratações de tecnologia. Nessa área, 53% dos gestores ouvidos dizem oferecer salários acima do orçamento inicialmente previsto para conseguir contratar profissionais qualificados.
Entre as funções valorizadas estão engenheiro de inteligência artificial, com remuneração projetada de até R$ 28.200 mensais, e engenheiro de prompt, que pode alcançar R$ 27.150.
Esses valores representam o limite superior das faixas estimadas, não salários garantidos.
Diploma continua importante, mas não é o único diferencial
O levantamento não indica que a formação acadêmica perdeu relevância. A mudança está na valorização de quem consegue transformar conhecimento teórico em resultados práticos, utilizando tecnologias para resolver problemas e melhorar processos.
Além da tecnologia, áreas como marketing, finanças, engenharia, recursos humanos e direito também apresentam demanda por competências relacionadas à IA.
A análise de dados, a comunicação, o pensamento crítico e a compreensão dos negócios aparecem entre as habilidades capazes de contribuir para a valorização profissional.
O que considerar para ganhar mais nos próximos anos?
Para quem pretende melhorar a remuneração, o cenário reforça a importância da atualização profissional e da aplicação prática de novas ferramentas.
A Robert Half entrevistou 500 gestores responsáveis por contratações e 1.000 profissionais em junho de 2026. Os resultados apontam tendências do mercado, mas não garantem aumentos salariais individuais.
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