Os churrasqueiros argentinos concordam: “A costela não vai para a brasa só com sal grosso, mas com chimichurri, páprica defumada e vinho tinto aplicados horas antes”
Combinação acrescenta ervas, notas defumadas e acidez ao corte, mas precisa descansar sob refrigeração antes de enfrentar o fogo lento

Sal grosso e brasa costumam aparecer como dupla quase automática quando o assunto é churrasco. Mas uma forma diferente de preparar a costela bovina aposta justamente no tempero antecipado, usando chimichurri, páprica defumada e vinho tinto seco horas antes de a carne chegar ao fogo.
A técnica é apresentada como uma variação inspirada na parrilla argentina e busca construir mais camadas de sabor em um corte que normalmente passa bastante tempo assando. O vinho entra na parte líquida da marinada, enquanto ervas e especiarias ficam concentradas principalmente na superfície da carne.
Tempero começa horas antes
O preparo pode começar misturando chimichurri, páprica defumada e vinho tinto seco até formar uma marinada fluida. A mistura deve ser espalhada por toda a costela, inclusive nas regiões próximas aos ossos e nas dobras da peça.
Depois disso, a carne precisa ficar coberta dentro da geladeira por algumas horas. Esse cuidado é importante porque marinadas longas não devem ser mantidas em temperatura ambiente.
O churrasqueiro Zé Almiro também utiliza vinho tinto em preparos de costela na brasa, embora sua versão acrescente ingredientes como cebola, alho, cenoura, salsão e ervas e possa descansar por 24 a 48 horas.
Chimichurri concentra os aromas
O chimichurri tradicional combina ingredientes como salsa, alho, orégano, pimenta, vinagre e azeite. Na costela, ele acrescenta aromas herbais e picantes que ficam mais evidentes depois que a carne entra em contato com o calor.
Já a páprica defumada contribui principalmente com cor e notas de fumaça. O vinho adiciona acidez e sabor, mas é exagero dizer que ele penetra profundamente em toda a peça ou transforma sozinho uma costela dura em macia.
Brasa continua sendo decisiva
Depois da marinada, o cozimento lento continua fundamental. A costela possui bastante tecido conjuntivo e precisa de tempo para atingir uma textura macia.
Por isso, a recomendação é trabalhar com calor moderado e constante, evitando chama direta forte sobre a camada de temperos, que pode queimar antes de a carne estar pronta.
Também vale lembrar que não existe uma única forma argentina de temperar costela. Há preparos tradicionais feitos apenas com sal e chimichurri servido depois. A combinação com vinho e páprica é uma alternativa para quem deseja um sabor mais aromático e intenso.
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