Entenda por que motoristas estão colocando pontos azuis nas lanternas traseiras das motos
Modificação, conhecida entre motociclistas, mistura estilo retrô, personalização e a ideia de aumentar a visibilidade, mas pode gerar dúvidas sobre segurança e regras de trânsito

Se você anda reparando em motos com um “pontinho azul” dentro da lanterna traseira, saiba que isso não é defeito nem acaso.
A tendência tem aparecido principalmente em motos customizadas e em modelos com visual mais clássico, funcionando como um detalhe de identidade.
Na prática, trata-se de uma pequena peça ou lente azul aplicada na lanterna para alterar o efeito da luz vermelha, criando um brilho diferente à noite e destacando a moto no trânsito.
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Entre motociclistas, o motivo mais citado é a estética. O ponto azul dá um ar vintage e remete à cultura de customização, em que pequenos detalhes viram marca registrada do dono.
Além disso, muita gente gosta do efeito visual que surge quando o freio acende, porque o vermelho se mistura com o azul e pode gerar um tom arroxeado ou um destaque incomum, chamando atenção de quem vem atrás.
Também existe um argumento de segurança por trás da moda. Alguns pilotos acreditam que o contraste do ponto azul pode tornar a lanterna mais “notável” em ambientes escuros, em dias de chuva ou em vias mal iluminadas, ajudando o carro de trás a perceber mais rápido a presença da moto.
Ainda assim, esse efeito depende muito do tamanho do ponto, da potência da lâmpada e da forma como a luz se espalha na lanterna, então não é garantia de maior visibilidade em todos os cenários.
O ponto mais importante, porém, é o cuidado com as regras. Lanternas traseiras existem para sinalizar de forma padronizada, e alterações que mudem cor, intensidade ou percepção do vermelho podem ser interpretadas como modificação irregular.
Além disso, luzes em tons azulados costumam ser associadas a veículos de emergência, o que aumenta a chance de questionamento em uma abordagem.
Por isso, antes de aderir, o ideal é verificar se a mudança respeita a legislação local e se não compromete a função principal da lanterna.
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