Não é 100 km: a velocidade ideal para o motorista gastar o mínimo de combustível possível na estrada

Para a maioria dos carros, o consumo piora acima de 80 km/h e cai rápido depois de 90 km/h. Entenda a faixa mais econômica

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Não é 100 km: a velocidade ideal para o motorista gastar o mínimo de combustível possível na estrada
(Foto: Ilustração/Freepik)

Muita gente acredita que o “ponto ideal” para economizar na estrada é cravar 100 km/h. Só que, na prática, a aerodinâmica e o giro do motor fazem o consumo mudar bastante conforme a velocidade aumenta.

Fontes técnicas do governo dos EUA indicam que, embora cada veículo tenha uma faixa própria de melhor rendimento, a economia costuma cair rapidamente acima de 50 mph (cerca de 80 km/h).

E há uma referência bem concreta: modelos simulados por laboratório ligado ao governo apontam que carros médios a gasolina atingem o melhor rendimento por volta de 55 mph (aproximadamente 88–90 km/h) e passam a perder eficiência com o aumento da velocidade.

A faixa mais econômica na estrada e por que 100 km/h nem sempre é o melhor

O motivo principal é o “peso do ar”. Quanto mais rápido você anda, maior é a resistência aerodinâmica, e o motor precisa trabalhar mais para manter o ritmo.

Por isso, guias de eficiência energética alertam que o consumo geralmente piora conforme a velocidade sobe, especialmente acima de 50 mph (~80 km/h).

Em termos práticos, a faixa que costuma equilibrar melhor economia e constância para muitos carros fica entre 80 e 90 km/h. O pico de eficiência para sedãs médios a gasolina aparece perto de 55 mph (~88–90 km/h), segundo dados modelados.

Isso não é “regra fixa” para todo mundo. Veículos híbridos, diesel, SUVs e carros muito potentes podem responder diferente, e o melhor ponto varia com carga, pneus, vento e relevo.

O que mais pesa no consumo além da velocidade

Mesmo na mesma velocidade, o jeito de dirigir muda muito o resultado. A EPA (agência ambiental dos EUA) destaca que reduzir velocidade, acelerar e frear de forma suave e evitar marcha lenta ajudam a aumentar o MPG.

Outro recurso simples é manter uma velocidade estável quando possível. O próprio FuelEconomy.gov (programa do governo dos EUA) trabalha com estimativas de consumo em cruzeiro constante e reforça que resultados reais dependem das condições de rodagem.

Também vale lembrar que “economia” não é só o número do velocímetro: pneus calibrados, revisões em dia e excesso de carga interferem bastante e, somados à velocidade alta, pioram ainda mais o consumo.

Como aplicar isso sem virar obstáculo na rodovia

A ideia não é andar devagar demais e atrapalhar o fluxo. O ponto é evitar o hábito de “cruzeirar alto” (110–120 km/h) quando o foco é economia, porque a eficiência cai com a velocidade crescente.

Se a via permite e o trânsito ajuda, vale testar: faça um trecho em velocidade estável perto de 90 km/h e compare o consumo médio com o mesmo trecho a 100–110 km/h. Em muitos carros, a diferença aparece rapidamente no computador de bordo.

E atenção: sempre respeite as regras de trânsito e as condições da rodovia. Direção econômica também passa por segurança, como reforçam guias oficiais de condução eficiente.

No fim, a “velocidade ideal” é a que entrega o melhor equilíbrio entre segurança, fluxo e consumo, e ela, na maioria dos casos, fica abaixo de 100 km/h.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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