Fim da escala 6×1: trabalhadores desses setores já podem comemorar nova rotina
Nos locais onde a 5x2 já foi adotada, trabalhadores passam a ter dois dias remunerados e consecutivos de descanso

A escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso — continua permitida pela legislação brasileira, desde que seja garantido o repouso semanal remunerado de 24 horas consecutivas, como prevê a Lei nº 605/1949 e a CLT. Mesmo assim, o modelo passou a ser alvo de debate público e político, e algumas empresas já começaram a adotar rotinas diferentes.
Em redes do varejo e do setor farmacêutico, há registros de implementação da escala 5×2, com dois dias consecutivos de folga. A natureza dessa mudança vem de decisões empresariais e negociações coletivas.
O que diz a legislação atual
A legislação trabalhista garante ao trabalhador um descanso semanal mínimo de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos domingos. Esse dispositivo permite que empresas organizem jornadas como a 6×1, desde que respeitem o limite de horas e o repouso obrigatório.
Ou seja, a escala 6×1 ainda não foi proibida. O que existe hoje é a possibilidade de negociação para adoção de modelos diferentes, como a 5×2.
Onde a mudança já acontece
Reportagens do setor indicam que redes varejistas e grandes drogarias começaram a implantar a escala 5×2, especialmente em unidades com alta rotatividade e disputa por mão de obra.
A decisão costuma envolver análise de produtividade, reorganização de equipes e negociação com sindicatos. A adoção não é uniforme em todo o país e varia conforme empresa e localidade.
O debate no Congresso
O tema também chegou ao Legislativo. A PEC 8/2025, protocolada na Câmara dos Deputados, propõe mudanças na jornada de trabalho e tem sido apresentada como iniciativa para enfrentar o modelo 6×1.
A proposta ainda está em tramitação e não altera, por enquanto, as regras em vigor.
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