Descoberta histórica: cientistas localizam tubarão de quase 400 anos no oceano, nascido no século XVII
Um habitante discreto das profundezas guarda um segredo que atravessa gerações humanas inteiras

Uma pesquisa científica internacional revelou um dos casos mais impressionantes de longevidade já registrados entre vertebrados.
Cientistas identificaram um exemplar do tubarão-da-Groenlândia cuja idade estimada pode chegar a aproximadamente 399 anos.
Caso essa estimativa esteja correta, o animal teria nascido por volta de 1627, ainda no início do século XVII, muito antes de grandes eventos históricos modernos.
O estudo que revelou essa possibilidade foi publicado na revista científica Science e chamou a atenção da comunidade científica mundial.
A investigação analisou 28 exemplares do Tubarão‑da‑Groenlândia capturados acidentalmente por pescadores em regiões frias do Oceano Ártico e do Atlântico Norte.
Para estimar a idade dos animais, os pesquisadores utilizaram um método incomum: a datação por radiocarbono do tecido das lentes oculares.
Esse material é formado ainda no nascimento e não se renova ao longo da vida, o que permite comparar sua composição química com registros históricos de carbono presentes no ambiente.
A análise revelou que muitos desses tubarões possuem idades extraordinárias. A média estimada dos indivíduos estudados foi de cerca de 272 anos.
No entanto, o maior exemplar analisado, com mais de cinco metros de comprimento, apresentou estimativa de aproximadamente 399 anos, embora os cientistas considerem uma margem de erro ampla.
Mesmo assim, os resultados reforçam a ideia de que o tubarão-da-Groenlândia pode ser o vertebrado com maior expectativa de vida já identificada.
Pesquisadores acreditam que essa longevidade extrema está ligada a vários fatores biológicos e ambientais. O animal cresce lentamente, cerca de um centímetro por ano, e atinge a maturidade sexual apenas por volta dos 150 anos.
Além disso, vive em águas profundas e geladas, com metabolismo muito baixo, o que reduz o desgaste celular.
Estudos recentes também investigam possíveis mecanismos genéticos de reparo de DNA que poderiam ajudar a explicar como essa espécie consegue sobreviver por séculos nas profundezas do oceano.
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