Adolescentes descobrem casas de luxo do Império Romano de 1.800 anos escondidas debaixo da escola
Exploração feita por estudantes em túneis sob um colégio de Roma levou arqueólogos a revelar uma antiga residência da elite romana próxima ao Coliseu

O que começou como uma curiosidade entre estudantes acabou se transformando em uma descoberta arqueológica impressionante.
Durante anos, alunos de uma escola localizada a poucos metros do Coliseu, em Roma, ouviram histórias sobre salas misteriosas escondidas sob o ginásio da instituição.
Movidos pela curiosidade, alguns adolescentes exploraram os corredores subterrâneos e encontraram estruturas antigas que pareciam fazer parte de construções muito mais antigas.
Depois que os relatos chegaram aos professores e às autoridades, arqueólogos iniciaram escavações que revelaram uma surpresa extraordinária.
Descoberta aconteceu sob o ginásio da escola
A descoberta dos estudantes ocorreu no Liceo Scientifico Cavour, tradicional escola de ensino médio da capital italiana.
Segundo os arqueólogos responsáveis pela investigação, os ambientes encontrados pertenciam a uma luxuosa residência romana construída em meados do século II.
Ou seja, a estrutura possui aproximadamente 1.800 anos.
A propriedade recebeu o nome provisório de Domus Liceo Cavour, em referência à escola onde foi localizada.
Casa pertenceu à elite da Roma Antiga
Os pesquisadores acreditam que a residência tenha pertencido a um integrante da família Umbrii, grupo romano citado em inscrições encontradas durante escavações anteriores realizadas no século XIX.
Embora existam poucas informações sobre essa família, especialistas acreditam que ela possuía posição privilegiada dentro da sociedade romana.
Além disso, a localização reforça essa hipótese.
A região próxima ao Coliseu era uma das áreas mais valorizadas da Roma Antiga e já abrigou personalidades históricas como Cícero, Pompeu e Otávio Augusto.
Afrescos e mosaicos foram encontrados
Durante os trabalhos arqueológicos, os especialistas identificaram diversos elementos decorativos preservados.
Entre eles estão afrescos com desenhos florais e figuras ornamentais nas paredes.
Além disso, os pesquisadores encontraram detalhes em estuque nos tetos abobadados e mosaicos produzidos com grandes peças irregulares, um estilo considerado sofisticado entre as elites romanas da época.
Por outro lado, algumas paredes também apresentavam grafites modernos deixados por estudantes e visitantes que passaram pelos túneis ao longo do século XX.
Apenas parte da residência foi explorada
Segundo os arqueólogos, apenas uma pequena parte da antiga casa foi investigada até o momento.
Isso acontece porque a estrutura se estende por áreas localizadas abaixo da escola e de outros edifícios modernos da região.
Dessa forma, novas escavações poderão revelar ambientes ainda desconhecidos nos próximos anos.
Estudantes podem virar guias turísticos
A descoberta dos estudantes despertou grande interesse das autoridades culturais italianas.
Por isso, existe um projeto para abrir futuramente parte do sítio arqueológico à visitação pública.
Além disso, a proposta prevê a participação dos próprios alunos da escola como guias para apresentar a história do local aos visitantes.
Enquanto isso, a descoberta reforça como cidades históricas como Roma ainda escondem tesouros arqueológicos sob construções modernas, aguardando apenas alguém curioso o suficiente para encontrá-los.
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