PM do DF é indiciado por atropelar militar que prestava socorro a cantor Israel após acidente na BR-153
Inquérito concluiu que Vinícius Carvalho Pedrosa deveria responder por lesão corporal culposa e omissão de socorro

O caso do policial militar atropelado enquanto prestava socorro ao cantor Israel, da dupla com Rodolffo, na BR-153, em Goiânia, ganhou um novo capítulo: o indiciamento de Vinícius Carvalho Pedrosa, que é policial militar do Distrito Federal (DF) e causou o atropelamento.
Ele poderia responder por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e omissão de socorro. Contudo, aceitou um acordo de não persecução penal proposto pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) para que não seja aberta uma ação penal.
A proposta inclui o pagamento de R$ 3 mil ao Estado, dividido em dez parcelas de R$ 300, e R$ 20 mil à vítima.
A investigação considerava depoimentos, laudos periciais e o interrogatório do próprio motorista. De acordo com a apuração da Polícia Civil (PC), Vinícius apresentou versões diferentes sobre o que fez depois do acidente, mas não conseguiu confirmar nenhuma delas.
Na Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito (DICT), afirmou que foi levado para a casa de um amigo. À Corregedoria da Polícia Militar (PM) do DF, alegou que foi para a casa de outra pessoa. As informações são da TV Anhanguera.
Dois dias depois do atropelamento, Vinícius enviou um áudio ao policial que ficou ferido. Segundo divulgado pela emissora, ele pediu desculpas e disse: “na hora do acidente eu não vi ninguém machucado. Eu só vi o carro na minha frente, tentei desviar e o airbag estourou. Entrei em pânico e não lembro muito das coisas”.
Relembre
Era 25 de maio e o cantor Israel voltava para casa depois de um show com Rodolffo. Ele tinha saído do Aeroporto de Goiânia e passava pela BR-153 quando atropelou um cavalo, que estava solto na pista.
O animal morreu no local, mas o artista não sofreu ferimentos. O cabo Alessandro de Oliveira Lopes, que atua na capital e deixava o serviço, parou para prestar o socorro.
Depois disso, ele recorda que ouviu o barulho de um carro freando e acordou no chão, sem sentir as pernas e sem conseguir ficar em pé. O PM diz que se arrastou até o próprio veículo e conseguiu chegar ao quartel onde trabalha para buscar ajuda.
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