Advogado é preso em Goiás suspeito de aplicar golpes que somam R$ 700 mil
Clientes eram orientados a interromper pagamentos e ficaram sob risco de perder os próprios imóveis

Um advogado foi preso preventivamente, na última terça-feira (07), suspeito de aplicar uma série de golpes contra clientes em Catalão, no Sudeste do estado.
Segundo a Polícia Civil (PC), o prejuízo identificado até o momento é estimado em R$ 700 mil. As investigações apontam que o profissional utilizava a própria atividade para conquistar a confiança das vítimas e oferecia serviços relacionados a financiamentos imobiliários.
A promessa era conseguir reduzir o valor das parcelas dos imóveis e obter resultados favoráveis em ações revisionais de contratos.
Após captar os clientes, o advogado solicitava quantias que seriam destinadas a custas processuais e depósitos judiciais.
O dinheiro, porém, não era repassado à Justiça, conforme a investigação. Com isso, os processos não avançavam da forma apresentada às vítimas.
A apuração também identificou outra orientação dada aos clientes que agravava a situação. Segundo a PC, o advogado dizia para que eles interrompessem os pagamentos feitos diretamente às incorporadoras.
A justificativa era de que a suspensão das parcelas poderia fortalecer uma eventual negociação relacionada aos contratos. Na prática, porém, a medida deixou vítimas sob risco de perder os próprios imóveis.
A PC afirma ainda que o investigado responde a cerca de 40 procedimentos ético-disciplinares em tramitação na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO).
Diante dos elementos reunidos durante a investigação foi expedido mandado de prisão preventiva do suspeito.
A Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 700 mil, quantia correspondente ao prejuízo estimado até esta etapa da apuração.
Após o cumprimento do mandado, o advogado foi levado à delegacia. Representantes da OAB-GO acompanharam os procedimentos realizados na unidade policial.
Em seguida, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. O inquérito continua para localizar possíveis novas vítimas e esclarecer a dimensão do suposto esquema.
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