Aos 49 anos, Noemy foi rejeitada em um curso de mecânica por ser mulher, virou promotora de vendas e realizou o sonho de dirigir caminhão décadas depois

História inspira ao mostrar como determinação venceu limites impostos durante diferentes fases da trajetória profissional

Magno Oliver Magno Oliver -
Aos 49 anos, Noemy foi rejeitada em um curso de mecânica por ser mulher, virou promotora de vendas e realizou o sonho de dirigir caminhão décadas depois
(Foto: Reprodução)

A vontade de dirigir caminhões acompanhou Noemy Santos desde a infância, mas o sonho levou décadas para se tornar realidade.

Hoje, aos 49 anos, ela recorda que enfrentou preconceito ainda jovem, quando foi impedida de ingressar em um curso de mecânica por ser mulher.

Sem oportunidade naquele momento, seguiu outro caminho profissional, construiu carreira como promotora de vendas e manteve vivo o desejo de trabalhar nas estradas.

A mudança aconteceu apenas anos mais tarde, quando decidiu buscar habilitação para conduzir veículos de grande porte e ingressar no transporte rodoviário de cargas.

Atualmente, Noemy soma cerca de 15 anos na profissão e afirma que encontrou na cabine do caminhão a realização que buscava desde menina. Segundo ela, a emoção de assumir o volante continua a mesma de quando imaginava esse futuro ao ver caminhões passarem pelas ruas.

Aos 49 anos, Noemy foi rejeitada em um curso de mecânica por ser mulher, virou promotora de vendas e realizou o sonho de dirigir caminhão décadas depois

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Rotina de longas viagens

A caminhoneira passa boa parte do mês viajando pelo Brasil, partindo de São Paulo para diferentes destinos. Em média, percorre aproximadamente oito mil quilômetros em cada período de trabalho, embora já tenha permanecido até 60 dias consecutivos na estrada.

A rotina exige disciplina, atenção e responsabilidade, características fundamentais para profissionais do transporte de cargas, setor que movimenta grande parte da economia brasileira.

Vida além do volante

Mesmo diante da distância de casa e das longas jornadas, Noemy procura manter hábitos que fazem parte de sua rotina.

Durante os momentos de descanso, acompanha novelas, faz crochê e aproveita a convivência com amizades construídas nas paradas ao longo das viagens.

Ela também destaca que gosta de cuidar da aparência diariamente, mantendo o costume de fazer as unhas, usar batom e vestir roupas preparadas para eventuais passeios durante as folgas.

A história de Noemy Santos mostra como persistência e determinação podem transformar antigos sonhos em realidade, mesmo após anos de espera.

Sua trajetória também reflete a presença cada vez maior das mulheres no transporte rodoviário, um setor historicamente masculino que vem ampliando o espaço para profissionais femininas, impulsionado por mudanças culturais, maior qualificação e oportunidades no mercado de trabalho.

Aos 49 anos, Noemy foi rejeitada em um curso de mecânica por ser mulher, virou promotora de vendas e realizou o sonho de dirigir caminhão décadas depois

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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