Cardiologista explica doença rara que matou atleta, de 23 anos, e alerta para sinais de emergência
Ao Portal 6 Ao Vivo, Marcos Perillo comentou o caso do estudante Dyogo Carneiro e destacou a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de sobrevivência

O caso do estudante e atleta Dyogo Carneiro do Carmo, de 23 anos, que morreu no último sábado (1º), em Goiânia, após sofrer uma dissecção aguda da aorta, reacendeu o alerta para uma doença rara e de alta letalidade.
O tema foi debatido no Portal 6 Ao Vivo, que recebeu o cardiologista e especialista em Cardiologia do Esporte Dr. Marcos Perillo para esclarecer os principais sinais da condição e explicar quando procurar ajuda.
Segundo o médico, a dissecção da aorta acontece quando há um rasgo na parede da principal artéria do corpo, responsável por levar o sangue bombeado pelo coração para todo o organismo. Embora seja uma doença incomum, ela costuma evoluir rapidamente e apresenta elevada taxa de mortalidade.
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“É um caso bem raro, mas com prognóstico muito ruim. Quando a aorta se rompe, o sangue começa a escapar por esse rasgo e o tempo para resolver o problema é muito curto. Muitas vezes nem dá tempo de operar”, explicou.
Perillo destacou que, apesar de a doença ser mais frequente em idosos, ela também pode atingir pessoas jovens, especialmente quando existem doenças genéticas ou alterações estruturais na aorta. Segundo ele, ainda não é possível afirmar o que provocou o quadro no atleta goiano, mas algumas características físicas podem servir de alerta para investigação médica.
Quando a dor no peito é um sinal de alerta?
Outro ponto enfatizado durante a entrevista foi a importância de reconhecer os sintomas que exigem atendimento imediato.
Segundo o cardiologista, nem toda dor no peito está relacionada ao coração, mas algumas características ajudam a diferenciar situações potencialmente graves.
“A dor típica do coração é uma dor em aperto ou em queimação, que piora durante o esforço e melhora com o repouso. Quem apresenta esse tipo de sintoma deve interromper a atividade física e procurar um serviço de emergência ou um cardiologista o mais rápido possível”, orientou.
O especialista explica que, nos casos de dissecção da aorta, além da dor intensa, o paciente pode apresentar queda de pressão, suor frio, palidez, tontura e náuseas.
Esporte não é o problema
Apesar da repercussão do caso, Perillo reforçou que a prática esportiva continua sendo uma das principais aliadas da saúde cardiovascular.
“O esporte não causa a doença. O que acontece é que ele pode potencializar uma condição que já existia e ainda não havia sido diagnosticada. Por isso, quem pratica atividade física intensa ou competitiva deve fazer acompanhamento cardiológico regularmente”, destacou.
O médico ainda alertou para fatores que aumentam o risco de problemas cardíacos em pessoas jovens, como tabagismo, colesterol elevado, hipertensão, uso de esteroides anabolizantes e consumo excessivo de estimulantes e energéticos.
A entrevista completa está disponível no Portal 6 Ao Vivo, programa exibido de segunda a sexta-feira, às 18h30, no canal oficial do Portal 6 no YouTube.
Confira a entrevista na íntegra:
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