Marcelo Daher orienta cuidados com calor intenso e baixa umidade em Goiás

Médico infectologista explica como o calor e a baixa umidade podem afetar a saúde e quais cuidados devem ser adotados

Lara Duarte Lara Duarte -
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(Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Goiás enfrentam dias de calor intenso e baixa umidade, em um cenário que acende o alerta tanto para a saúde quanto para o risco de queimadas.

Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), o estado vive um período de predomínio de sol em todas as regiões, com temperaturas que sobem rapidamente ao longo do dia.

Na capital, os termômetros podem chegar a 36°C, enquanto a umidade relativa do ar pode cair para 15% durante a tarde.

Em Anápolis, a máxima prevista é de 33°C, com umidade variando entre 15% e 70%.

As duas cidades fazem parte da região central de Goiás, que já acumula 58 dias consecutivos sem chuvas significativas.

Nas regiões Norte e Oeste do estado, as temperaturas podem chegar a 41°C.

Médico alerta para riscos

Marcelo Daher, médico infectologista. (Foto: Portal 6)

Diante desse cenário, o médico infectologista Marcelo Cecílio Daher reforça que o período de calor e tempo seco é comum nesta época do ano, mas exige cuidados.

“É importante tomar muito cuidado em relação a atividades físicas no meio do dia, que é quando a temperatura está mais alta e a umidade do ar mais baixa”, alertou.

Segundo Daher, a combinação pode provocar problemas cardiovasculares, inclusive em situações em que a pessoa não percebe os efeitos durante o próprio exercício.

Por isso, ele recomenda evitar os horários mais críticos e manter atenção especial à hidratação ao longo do dia.

“Se fizer atividade física, lembrar de fazer reposição hidroeletrolítica também, utilizando soro de reidratação oral ou soros específicos de reidratação de eletrólitos, para compensar também a perda de sais que a gente perde no suor”, explicou.

O médico reforça ainda que, em algumas situações, apenas a ingestão de água pode não ser suficiente.

Crianças e idosos também exigem atenção redobrada. A orientação é oferecer líquidos com frequência para reduzir o risco de desidratação.

Para amenizar o desconforto respiratório provocado pelo clima seco, Daher sugere ainda manter, se possível, um pano úmido próximo à cabeceira da cama.

“Vale a pena a gente reforçar mais uma vez a importância da hidratação”, destacou.

Além dos impactos à saúde, o tempo seco aumenta o risco de incêndios.

Goiás está sob o chamado “Fator 30 30 30”, condição caracterizada por temperaturas acima de 30°C, umidade abaixo de 30% e ventos moderados, cenário que facilita a propagação do fogo.

Atualmente, 203 dos 246 municípios goianos, incluindo Goiânia e Anápolis, estão em situação crítica para o risco de queimadas.

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Lara Duarte

Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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