Rotatória na região do Hugol, em Goiânia, pode ser substituída por cruzamento com semáforos para desafogar trânsito

Proposta da Prefeitura de Goiânia precisa considerar exigências de planejamento, meio ambiente, mobilidade e infraestrutura para ser executada

Natália Sezil Natália Sezil -
Rotatória entre a Avenida Coronel Joaquim Lúcio, Avenida Anhanguera e a GO-070, próximo ao Hugol.
Rotatória entre a Avenida Coronel Joaquim Lúcio, Avenida Anhanguera e a GO-070, próximo ao Hugol. (Foto: Google Street View)

O trânsito na região do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), na região Noroeste de Goiânia, deve passar por modificações nos próximos meses.

Atualmente, a área enfrenta um engarrafamento diário, que acontece principalmente nos horários de picos, no início da manhã e final da tarde.

Quem precisa passar pelo trajeto pode perceber que a rotatória instalada entre a Avenida Coronel Joaquim Lúcio, Avenida Anhanguera e a GO-070 não suporta mais o grande fluxo de veículos que precisa absorver, incluindo carros e caminhões.

Formam-se longas filas, o trânsito fica mais lento e os pedestres também não conseguem atravessar as pistas em segurança.

Diante disso, a Prefeitura de Goiânia unificou algumas pastas para discutir propostas de mudanças. A ideia é retirar completamente a rotatória e substitui-la por um cruzamento com semáforos.

A alteração concederia passagem livre aos motoristas que seguem pela GO-070 e pela Anhanguera. Também impactaria parcialmente o trânsito nas ruas vizinhas.

O projeto ainda prevê transformar a Coronel Joaquim Lúcio em sentido único para quem entra no setor Nova Esperança. Para quem passa no trajeto contrário, rumo à rodovia, abre uma rua nova na área verde que fica ao lado do Parque Nova Esperança.

A proposta inclui asfaltar uma das pistas da Alameda que contorna a praça, além de adicionar retornos e acessos com pistas especiais.

Pendências

Para que isso seja executado, entretanto, é preciso resolver algumas pendências. Segundo informações do O Popular, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) deu licença para as obras, mas exigiu que os custos fiquem a cargo da Prefeitura.

Reformas, sinalização ou indenizações de terras entram na lista de valores. O Município também precisa entregar um estudo técnico provando que as mudanças melhoraram o trânsito local até dois meses depois das alterações.

Caso as melhorias não sejam comprovadas, a Goinfra tem autorização para retirar as novas ferramentas, como semáforos e curvas.

No quesito ambiental, há aval da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) para retirar as três palmeiras imperiais que ficam na rotatória. Em troca, deve-se plantar 45 novas árvores de espécies locais no canteiro central.

Outras pastas também possuem exigências. Para a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), é essencial apresentar melhorias para pedestres e ciclistas. A lista envolve a construção de calçadas dos dois lados de todas as ruas que passarão por obras e a criação de uma ciclovia iluminada ao redor do parque.

O órgão também recomenda a criação de uma passarela coberta com elevador para que as pessoas atravessem a Avenida Anhanguera com segurança, além de semáforos com botões.

Por fim, a proposta considera a propriedade das ruas que estão dentro da região analisada. Como algumas estão próximo a chácaras ou em ocupações irregulares, a Prefeitura tenta solucionar se são públicas ou privadas.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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