Familiar contesta versão de roleta-russa em morte de jovem em Pirenópolis

Relato publicado nas redes sociais aponta outra dinâmica para o disparo que matou Italo da Veiga Lourenço, de 18 anos

Lara Duarte Lara Duarte -
Familiar de Italo da Veiga Lourenço usou as redes sociais para apresentar uma nova versão sobre a dinâmica do disparo. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Familiar de Italo da Veiga Lourenço usou as redes sociais para apresentar uma nova versão sobre a dinâmica do disparo. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Uma familiar de Italo da Veiga Lourenço, de 18 anos, que morreu após ser atingido por um tiro na cabeça em Pirenópolis, usou as redes sociais para contestar a versão inicial de que o caso teria ocorrido durante uma suposta brincadeira de roleta-russa.

Segundo o relato, os jovens estavam reunidos em uma casa quando começaram a manusear armas de fogo em uma espécie de brincadeira.

A testemunha afirmou que um dos rapazes retiraram as munições de um revólver e simulou um disparo com a arma vazia.

Na sequência, porém, outro jovem teria pegado um segundo revólver, que ainda estava municiado.

Conforme o depoimento publicado nas redes sociais, o adolescente colocou a arma na própria cabeça e apertou o gatilho uma vez, sem que houvesse disparo.

Depois, em meio à situação, teria apontado a arma para Italo e acionado novamente o gatilho. Porem nesse disparo, o tiro atingiu a cabeça do jovem de 18 anos.

Testemunha relata desespero

No vídeo, a familiar afirma que todos entraram em pânico após o disparo. Ela também relata que o responsável pelo disparo gritava em desespero “Eu matei o Ítalo” e diz que a cena ficou marcada na memória.

A jovem também contou que já conversou com os pais e o irmão de Italo para explicar a versão dela sobre o que aconteceu naquela noite.

A testemunha reforçou que, na visão dela, não houve uma brincadeira de roleta-russa, como inicialmente foi divulgado.

Polícia investiga o caso

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil (PC) a imprensa, as armas encontradas no local pertenciam aos próprios jovens e estavam em situação irregular.

A corporação instaurou procedimentos para investigar as circunstâncias do caso e a participação de cada pessoa presente no imóvel.

De acordo com a PC o disparo que matou Italo teria sido efetuado por um adolescente de 17 anos.

Outras pessoas, com 18, 41 e 46 anos, também estavam na casa no momento da ocorrência. Além de bebidas alcoólicas, os policiais também encontraram substâncias ilícitas no local.

As autoridades seguem apurando como o disparo aconteceu e em que contexto as armas eram manuseadas.

Relembre o caso

Italo da Veiga Lourenço morreu após ser atingido por um tiro na cabeça durante uma reunião com outras pessoas em uma casa em Pirenópolis.

O caso aconteceu na madrugada de sábado (22), em um imóvel na Vila Matutina, região Leste da cidade. Segundo as informações iniciais, várias pessoas estavam reunidas no local e havia armas de fogo sendo manuseadas pelo grupo.

A primeira versão apontava que o disparo teria ocorrido durante uma suposta brincadeira de roleta-russa.

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Lara Duarte

Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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