Quanto preciso ganhar para comprar uma casa ou apartamento simples de 2 quartos em 2026, segundo corretores

Conta depende do valor do imóvel e da entrada, mas uma regra usada pelos bancos ajuda a descobrir qual parcela cabe melhor no orçamento

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Pessoas calculando o valor da parcela para comprar uma casa de dois quartos
(Imagem: Ilustração)

Saber quanto precisa ganhar para comprar uma casa ou apartamento simples de 2 quartos em 2026 depende principalmente do preço do imóvel, da entrada disponível e das condições oferecidas pelo banco.

Ainda assim, existe uma conta que ajuda a chegar a uma referência antes mesmo de fazer uma simulação. Na Caixa, por exemplo, a prestação do financiamento habitacional pode comprometer até 30% da renda familiar bruta mensal. O Banco do Brasil também cita esse percentual como referência para um financiamento mais saudável.

Isso significa que não é preciso olhar apenas para o preço da casa. O mais importante é descobrir qual prestação cabe na renda sem deixar o orçamento apertado por vários anos.

Quanto é preciso ganhar?

Considerando o limite de 30%, a conta é relativamente simples. Uma parcela de R$ 1.000, por exemplo, exigiria renda familiar bruta próxima de R$ 3.333.

Veja algumas referências:

  • Parcela de R$ 900: renda de aproximadamente R$ 3 mil
  • Parcela de R$ 1.200: renda de aproximadamente R$ 4 mil
  • Parcela de R$ 1.500: renda de aproximadamente R$ 5 mil
  • Parcela de R$ 1.800: renda de aproximadamente R$ 6 mil
  • Parcela de R$ 2.100: renda de aproximadamente R$ 7 mil
  • Parcela de R$ 2.400: renda de aproximadamente R$ 8 mil

Assim, uma família com renda bruta de R$ 5 mil, por exemplo, deveria trabalhar com uma prestação de até aproximadamente R$ 1.500 para permanecer dentro dessa referência.

A lógica é semelhante à usada para calcular quanto é preciso ganhar para financiar uma casa de R$ 200 mil.

Valor da entrada muda tudo

O salário necessário não determina sozinho qual imóvel poderá ser comprado. Afinal, quanto maior a entrada, menor será o saldo financiado e, consequentemente, a tendência é de parcelas mais baixas.

Imagine uma casa ou apartamento simples de dois quartos custando R$ 200 mil. Com uma entrada de R$ 40 mil, restariam R$ 160 mil para financiar.

O valor exato da prestação dependerá da taxa de juros, prazo, sistema de amortização, seguros e perfil do comprador. Por isso, não é correto afirmar que todo imóvel de R$ 200 mil terá a mesma parcela.

A Caixa oferece financiamentos com prazo de até 35 anos, e algumas modalidades podem financiar até 90% do valor, dependendo das regras da operação.

Além disso, quem se enquadra no Minha Casa, Minha Vida pode encontrar condições diferentes. Em 2026, o programa atende famílias com renda mensal de até R$ 13 mil na modalidade Classe Média, que permite financiar imóveis de até R$ 600 mil.

As novas faixas do Minha Casa, Minha Vida também podem reduzir os juros para alguns perfis.

Parcela menor exige planejamento

Embora o banco possa aceitar comprometimento de até 30% da renda, isso não significa que toda família deva necessariamente chegar ao limite.

Quem já paga aluguel temporário, escola, financiamento de carro, empréstimos ou outras despesas fixas pode precisar trabalhar com uma porcentagem menor para manter alguma folga financeira.

Por exemplo, uma família que ganha R$ 6 mil teria um teto de aproximadamente R$ 1.800 considerando os 30%. Entretanto, buscar uma parcela entre R$ 1.200 e R$ 1.500 deixaria uma margem maior para despesas inesperadas.

A própria Caixa orienta que não se comprometa mais de 30% da renda com parcelas de crédito para reduzir o risco de endividamento.

Portanto, não existe um salário único necessário para comprar uma casa ou apartamento de dois quartos em 2026. Como referência, quem busca uma prestação entre R$ 1.200 e R$ 1.800 precisaria ter renda familiar bruta entre aproximadamente R$ 4 mil e R$ 6 mil, antes da análise individual do banco.

Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6, é curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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