Prefeitura de Goiânia inicia instalação de armadilhas com tecnologia inédita contra Aedes aegypti

Tecnologia In2Care chega primeiro ao Residencial Itaipu após avanço expressivo nos registros por dengue e chikungunya

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Goiânia inicia instalação de 15 mil armadilhas com tecnologia inédita contra Aedes aegypti
Estratégia é complementar às ações já realizadas pelos agentes de combate às endemias na capital (Foto: Alex Malheiros/SMS)

As primeiras armadilhas In2Care, utilizadas para o controle do Aedes aegypti, começam a ser instaladas pela Prefeitura de Goiânia, a partir desta terça-feira (25), no Residencial Itaipu.

Por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), serão instaladas 15 mil unidades do novo aparelho nas regiões Norte, Sul, Noroeste e Sudoeste da capital.

A ampliação de estratégias de contenção se dá em meio a um aumento vertiginoso dos casos registrados no município de doenças causadas por vírus passíveis de transmissão pelo mosquito. As últimas medições confirmam 31.207 ocorrências de dengue, uma alta de 19,4% nesse mesmo período de 2025, que registrou 26.130.

A situação também chama atenção em relação à chikungunya, cujos casos já chegaram a 709 confirmações em 2026; no ano anterior, no mesmo espaço de tempo, foram identificados 100 infectados. Os números mostram um aumento de 609%.

Sobre a zika, não houve contaminações identificadas em Goiânia em 2025 e 2026.

Novas tecnologias

Os dispositivos In2Care funcionam atraindo as fêmeas do Aedes aegypti para um recipiente com água, onde entra em contato com um produto que adere ao seu corpo. Ao sair, ela pode levar esse produto para outros pontos de proliferação, contribuindo para barrar a reprodução do inseto.

A tática complementa as ações já realizadas pelos agentes de combate às endemias, como inspeções domiciliares, eliminação de criadouros, tratamento de recipientes e aplicação de inseticidas quando indicada.

A Prefeitura também iniciou a implantação da Inestrap, outra tecnologia voltada ao combate ao mosquito. As instalações começaram pela Região Leste e avançarão pelas regiões Campinas-Centro e Oeste.

Ao todo, 10 mil unidades deste dispositivo serão distribuídas, e a conclusão das instalações prevista para cerca de dois meses.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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