Especialista aponta os 3 fatores que podem definir quais candidatos terão força nas eleições de Goiás
Em entrevista ao Portal 6 Ao Vivo, Marcos Marinho também analisou a influência das campanhas na formação da escolha do eleitor

Presença, legitimidade e mobilização. Esses são, na avaliação do publicitário, estrategista político e professor universitário Marcos Marinho, os três fatores que podem determinar a força de um candidato nas eleições de Goiás.
Em entrevista ao Portal 6 Ao Vivo, Marinho analisou o cenário eleitoral de 2026 e explicou como o comportamento do eleitor pode influenciar o desempenho das candidaturas.
Segundo o especialista, a presença significa fazer com que o candidato seja conhecido e percebido pelo eleitor, tanto nas ruas quanto nas redes sociais. Já a legitimidade está relacionada à existência de um histórico que sustente as pautas defendidas durante a campanha.
“A presença, legitimidade e mobilização. Se o candidato não consegue reunir pessoas, movimentar pessoas, colocar pessoas envolvidas no seu projeto, ele não vai ter voto”, afirmou.
Marinho também alertou para candidatos que passam a defender determinadas pautas apenas durante o período eleitoral. Na avaliação dele, o eleitor tende a perceber quando uma bandeira não faz parte da trajetória daquele político.
“Se só agora na eleição eu resolvi levantar essa pauta, talvez eu não seja reconhecido pelo grupo como alguém que de fato defende aquela causa”, explicou.
Outro ponto considerado fundamental é a capacidade de mobilização. Segundo o especialista, não basta ter dinheiro, tempo de propaganda ou presença nas redes se a candidatura não conseguir transformar esse espaço em apoio efetivo.
Governo de Goiás
Ao analisar a disputa pelo Governo de Goiás, Marinho avaliou que o cenário apresenta uma vantagem considerável para o atual governador do estado Daniel Vilela (MDB), mas considerou prematuro afirmar que a eleição será definida no primeiro turno.
Segundo ele, os demais candidatos ainda podem crescer durante a campanha. A disputa por uma eventual segunda vaga no segundo turno dependerá, principalmente, da capacidade de crescimento das campanhas e da habilidade de cada grupo para conquistar votos.
O especialista também destacou o peso do histórico político e da presença dos candidatos no interior do estado.
Corrida ao Senado
A corrida pelas duas vagas ao Senado, por outro lado, foi apontada como mais aberta. A última rodada da Paraná Pesquisas/Portal 6 mostrou que 70% dos eleitores ainda não haviam decidido os votos para o cargo.
Para Marinho, o Senado costuma ser uma das últimas escolhas feitas pelo eleitor. Além disso, como são duas vagas, existe maior liberdade para combinar candidatos de diferentes partidos e grupos ideológicos.
“O voto majoritário, ele sempre é personalista”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a identificação com o candidato pode pesar mais do que a própria legenda, principalmente entre eleitores que não acompanham a política de maneira próxima.
A entrevista completa está disponível no Portal 6 Ao Vivo, programa exibido de segunda a sexta-feira, às 18h30, no canal oficial do Portal 6 no YouTube.
Confira a entrevista na íntegra:
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