O emprego dos sonhos onde você trabalha 6 meses, folga outros 6 no ano e o salário passa de R$ 40 mil por mês, segundo recrutadores
Escala alternada e remuneração elevada chamam atenção, mas a função exige experiência, certificações e decisões críticas longe da costa

O emprego dos sonhos de trabalhar apenas metade do ano e receber um salário elevado existe em parte do mercado offshore. Entretanto, os meses livres não formam férias contínuas, e os períodos embarcados exigem dedicação integral em pleno oceano.
A rotina aparece em escalas iguais de trabalho e descanso, como 14 dias embarcado por 14 em terra ou 28 por 28. Dessa forma, ao longo de 12 meses, o profissional pode passar aproximadamente seis meses fora da unidade marítima.
Um dos cargos que concentra as maiores remunerações é o de gerente de instalação offshore, conhecido pela sigla OIM. Na prática, ele ocupa o comando da plataforma ou unidade flutuante e responde pela operação, pela tripulação e pelas decisões tomadas durante emergências.
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Salário pode ultrapassar os R$ 40 mil
Estimativas reunidas pelo Glassdoor mostram remuneração total próxima de R$ 40 mil mensais para profissionais experientes. Além disso, médias atribuídas a algumas empresas aparecem entre aproximadamente R$ 43 mil e R$ 47 mil, enquanto relatos individuais superam essa faixa.
Os valores, porém, não representam garantia para toda contratação. Afinal, salário-base, adicionais, bônus, experiência e tipo de unidade modificam o pagamento.
O OIM também não é uma vaga de entrada. O profissional coordena áreas técnicas, acompanha normas de segurança e precisa controlar situações que podem envolver incêndios, vazamentos, falhas operacionais ou necessidade de evacuação.
Seis meses de folga vêm divididos
Na escala 28 por 28, por exemplo, o trabalhador permanece quatro semanas embarcado e descansa outras quatro em terra. Portanto, a conta chega perto de meio ano de descanso, mas alternado com períodos prolongados de confinamento.
Para o curso brasileiro de gerente de instalação offshore fixa, a Marinha exige formação superior relacionada a áreas como mecânica, eletricidade ou eletrônica e experiência de liderança a bordo. Outra possibilidade envolve formação técnica e um tempo maior de embarque, além da indicação de uma empresa operadora.
Além disso, as plataformas brasileiras seguem requisitos específicos de segurança e saúde estabelecidos pela NR-37. Assim, certificações, aptidão médica e preparo para emergências fazem parte da trajetória até o cargo.
Por isso, o emprego dos sonhos oferece remuneração alta e longos descansos, mas cobra experiência, responsabilidade e adaptação à distância da família e à rotina em alto-mar.
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