Jovem é presa suspeita de matar o próprio pai a facadas em Rio Verde
Homem teria sido atacado enquanto dormia e morreu do lado de fora de casa. Polícia apura motivação e histórico de violência da suspeita

Uma jovem, de 21 anos, foi presa suspeita de matar o próprio pai, em Rio Verde, no Sudoeste de Goiás. O crime aconteceu na noite de domingo (06), após os dois passarem parte do dia juntos.
Segundo a Polícia Civil (PC), pai e filha haviam saído para almoçar e ingerido bebida alcoólica antes de retornarem para casa. O homem teria chegado embriagado e ido dormir.
Pouco depois, a jovem começou a quebrar móveis e objetos no próprio quarto. Em seguida, conforme a investigação, ela entrou no cômodo onde o pai estava e passou a agredi-lo com um pedaço de armário.
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Ataque continuou fora da casa
Ainda de acordo com a PC, o homem acordou e tentou fugir. A filha teria ido até a cozinha, pegado uma faca pequena e continuado a persegui-lo.
A vítima foi atingida por três golpes e conseguiu sair da residência. Ele caiu do lado de fora do imóvel e morreu no local.
O delegado Adelson Candeo, responsável pela investigação, afirmou que o homem não apresentava ferimentos nas mãos ou nos braços que indicassem tentativa de defesa.
Após o crime, a jovem permaneceu no local e aguardou a chegada da polícia com o pai no colo.
Suspeita alegou legítima defesa
A jovem admitiu o ataque, mas alegou que teria agido em legítima defesa.
A versão, porém, é contestada pela investigação. Segundo o delegado, os elementos levantados até o momento indicam que o homem estava dormindo quando começou a ser agredido.
O caso é tratado pela PC como homicídio qualificado por recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima.
Histórico de violência
Conforme a investigação, a suspeita já havia sido presa anteriormente por duas tentativas de homicídio.
Uma delas teria sido contra o próprio pai, episódio pelo qual ela havia deixado a prisão há cerca de três meses. A outra teria ocorrido contra um namorado.
O delegado também mencionou a possibilidade de a jovem apresentar algum transtorno psiquiátrico, mas ressaltou que qualquer diagnóstico depende de avaliação especializada.
A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A PC segue apurando as circunstâncias do caso.
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