Adeus, obra com pedreiros: máquina inteligente substitui até 5 profissionais, levanta paredes, usa material mais barato que o cimento e promete acelerar a construção de mais de 1 milhão de moradias
Robô capaz de assentar blocos sozinho chama atenção pela velocidade e pode mudar uma das etapas mais trabalhosas da construção civil

A máquina inteligente que levanta paredes já chama atenção em canteiros de obras por assumir uma das tarefas mais repetitivas da construção civil: o assentamento de blocos.
Batizado de WLTR, ou Walter, o equipamento consegue executar, em uma hora, o equivalente ao trabalho de cinco pedreiros e um ajudante, segundo os desenvolvedores. Em demonstrações, o robô alcançou produtividade de até 10 metros quadrados de parede por hora.
A tecnologia também dispensa andaimes em determinadas situações e utiliza projetos digitais para calcular a posição dos blocos. Assim, a máquina consegue trabalhar com alto nível de precisão durante a construção.
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Como o robô constrói as paredes?
O WLTR recebe as informações do projeto e usa sensores para posicionar cada bloco no local correto. Um sistema automatizado controla o braço responsável pelo assentamento.
A máquina precisa de uma equipe humana para funcionar. Os profissionais abastecem o equipamento com os blocos e acompanham a operação.
Em um projeto residencial na República Tcheca, por exemplo, a máquina trabalha na construção de paredes estruturais e divisórias. O equipamento pesa cerca de 2,5 toneladas e pode alcançar produtividade máxima de 10 metros quadrados por hora.
Portanto, a tecnologia não significa o desaparecimento imediato dos pedreiros. Na prática, ela automatiza uma parte específica do trabalho e muda a função dos profissionais envolvidos.
Cola no lugar da argamassa
Outro detalhe chama atenção. O sistema pode utilizar adesivo próprio para construção no lugar da argamassa tradicional em determinados tipos de blocos.
A mudança não significa simplesmente trocar cimento por uma cola comum. O método depende de materiais compatíveis com o equipamento e com o sistema construtivo utilizado.
Há outras tecnologias semelhantes no mercado. O robô Hadrian X, por exemplo, também usa adesivo específico para unir blocos e constrói paredes estruturais sem recorrer à argamassa tradicional.
Por isso, a escolha do material depende do projeto, dos blocos e das especificações do fabricante.
Tecnologia pode acelerar novas moradias
O interesse pela automação cresce em um momento de pressão por novas construções e de falta de mão de obra especializada em diferentes mercados.
No Reino Unido, a tecnologia aparece como uma possível ferramenta para aumentar a produtividade dos canteiros. A proposta é reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas e permitir que equipes menores concentrem esforços em outras etapas.
A ideia, porém, não significa que uma única máquina conseguirá construir uma casa inteira. Fundação, instalações elétricas e hidráulicas, cobertura, acabamento e várias outras etapas continuam dependendo de profissionais e equipamentos diferentes.
Por isso, a promessa de acelerar a construção de mais de 1 milhão de moradias deve ser entendida como uma possibilidade de ganho de produtividade, e não como uma garantia de que o robô sozinho construirá todas essas casas.
O que muda para os trabalhadores?
A chegada dessas máquinas pode transformar algumas funções dentro dos canteiros.
Em vez de executar todo o assentamento manualmente, profissionais podem passar a operar, supervisionar e abastecer os robôs. Ao mesmo tempo, outras atividades continuam exigindo experiência humana.
Além da produtividade, os equipamentos também podem reduzir parte do esforço físico envolvido no transporte e posicionamento dos blocos.
Assim, o robô pedreiro não representa necessariamente o fim da profissão. A tendência aponta para uma construção mais automatizada, na qual máquinas e trabalhadores dividem determinadas tarefas.
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