A psicologia revelou que pessoas entre 55 e 75 anos preferem trabalhos que exigem mais esforço e dedicação
Experiências acumuladas ao longo da vida podem influenciar a forma de enxergar compromisso, constância e objetivos que demoram mais para serem alcançados

Passar anos construindo uma carreira, esperar por uma promoção ou insistir em um projeto que só dará resultado no futuro pode ter pesos diferentes conforme a trajetória de cada pessoa.
Pesquisas sobre comportamento no trabalho indicam que adultos pertencentes às gerações mais velhas podem atribuir maior importância ao compromisso profissional, ao uso produtivo do tempo e à dedicação prolongada. Isso ajuda a entender por que pessoas entre 55 e 75 anos aparecem, em alguns levantamentos, com uma relação diferente com o esforço no trabalho.
A conclusão, porém, não significa que essa faixa etária goste mais de empregos cansativos ou aceite condições ruins.
- Maquiadores concordam: “Depois dos 50 anos, passar lápis preto na linha dos olhos pode fazer você parecer mais velha
- Psicólogos concordam: cantar por 20 minutos enquanto faz as tarefas de casa ajuda a reduzir o estresse e pode melhorar a qualidade de vida
- Quanto custa construir um quintal gourmet com churrasqueira, bancada e cozinha separada em 2026, segundo pedreiros
O que os estudos encontraram
Um levantamento realizado com centenas de participantes de diferentes gerações comparou aspectos da chamada ética do trabalho.
Entre os resultados, Baby Boomers e integrantes da geração X apresentaram maior valorização da centralidade do trabalho e do aproveitamento produtivo do tempo quando comparados aos grupos mais jovens.
Curiosamente, não houve diferença significativa entre as gerações em uma dimensão específica que avaliava justamente o “trabalho duro”. Isso reforça que dizer que pessoas mais velhas simplesmente preferem tarefas que exigem maior esforço seria uma conclusão exagerada.
O que pode mudar é o significado atribuído à persistência. Para alguém que passou boa parte da vida profissional em um contexto no qual carreira, estabilidade financeira e ascensão dependiam de processos longos, manter o esforço por anos pode ser interpretado como sinal de compromisso.
Idade não explica tudo
Pesquisas sobre perseverança também encontraram associações entre a capacidade de sustentar objetivos de longo prazo e alguns indicadores positivos entre adultos mais velhos.
Ainda assim, não existe um comportamento único para todas as pessoas entre 55 e 75 anos.
Uma revisão que reuniu mais de 100 estudos sobre diferenças geracionais no trabalho, por exemplo, encontrou pouca evidência de que pertencer a uma geração, sozinho, seja suficiente para explicar a ética profissional.
Escolaridade, condição financeira, profissão, ambiente de trabalho, saúde, personalidade e experiências anteriores também podem alterar bastante essa relação.
Há ainda uma diferença importante entre dedicação e sobrecarga. Valorizar um trabalho bem feito não significa aceitar jornadas excessivas, ausência de descanso ou ambientes prejudiciais.
Por isso, a psicologia não permite afirmar que trabalhadores mais velhos “gostam de trabalhar mais”. Os estudos sugerem algo mais específico: em determinados grupos, experiência e contexto histórico podem estar associados a uma valorização maior da constância, do compromisso e do esforço mantido ao longo do tempo.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








