Aos 30 anos, ex-técnico de TI deixa a vida convencional, troca o computador pelo trabalho manual e constrói propriedade autossuficiente com materiais descartados, horta própria e quase nenhum gasto

Uma decisão tomada ainda jovem transformou completamente a rotina e levou a um modo de viver construído pouco a pouco e longe dos padrões tradicionais

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Pequena propriedade rural construída aos poucos com madeira e outros materiais reaproveitados, cercada por uma horta produtiva e estruturas simples feitas pelo próprio morador.
(Imagem: Ilustração)

Uma propriedade autossuficiente começou a ganhar forma quando um ex-técnico de TI decidiu, aos 30 anos, abandonar uma rotina convencional e dedicar o próprio tempo ao trabalho manual. Com orçamento limitado, ele passou a aproveitar materiais descartados e a construir aos poucos os espaços necessários para viver e produzir parte do que consome.

A mudança não aconteceu com uma casa pronta ou uma equipe contratada. Ao chegar ao terreno, ainda era necessário organizar a área, preparar o solo e criar estruturas para moradia, cultivo e armazenamento.

Em vez de comprar tudo novo, a estratégia passou pelo reaproveitamento.

Descarte virou matéria-prima

Madeiras retiradas de construções antigas, portas, janelas e outras peças usadas ganharam novas funções.

O próprio projeto era adaptado conforme os materiais disponíveis. Assim, uma janela recuperada ou determinada viga podia influenciar até as dimensões da estrutura que seria construída.

O modelo lembra outras experiências de quem decidiu construir a própria casa usando materiais disponíveis no terreno.

A economia financeira, entretanto, veio acompanhada de mais trabalho. Peças recuperadas precisavam ser transportadas, limpas, cortadas e reforçadas antes do uso.

Horta ajuda a reduzir compras

A propriedade autossuficiente também passou a incluir cultivo de alimentos, compostagem, áreas para animais e estruturas de armazenamento.

A produção própria ajuda a diminuir algumas compras, enquanto realizar reparos sem contratar mão de obra reduz outras despesas.

Uma proposta semelhante aparece na história de um homem que deixou o emprego em uma fábrica para morar longe da cidade.

Isso não significa independência completa do dinheiro. Ferramentas quebram, alguns materiais precisam ser comprados e gastos com transporte, saúde e manutenção continuam existindo.

Por isso, o projeto funciona mais como uma tentativa de reduzir a dependência do consumo convencional do que eliminar completamente as despesas.

Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.