Presa em Goiânia, fisioterapeuta é suspeita de causar necrose e mutilações em pacientes que buscavam procedimentos estéticos
Profissional teria feito cortes e prescritos medicamentos, o que pode configurar exercício ilegal da medicina

A Polícia Civil (PC) prendeu, nesta segunda-feira (21), uma fisioterapeuta de Goiânia suspeita de deformar ao menos sete pacientes em procedimentos estéticos.
Conforme a investigação, a profissional Magda Oliveira da Silva possui formação para atuar na área de harmonização facial, corporal e íntima.
Contudo, em alguns procedimentos a investigada teria feito cortes em tecidos e alterações na anatomia corporal das pacientes, o que pode caracterizar exercício médico ilegal.
Além disso, a suspeita também teria receitado ou fornecido medicamentos, o que, novamente, extrapola a atuação como fisioterapeuta.
Segundo as denúncias apresentadas à PC, as vítimas sofreram lesões graves, incluindo queimaduras, mutilações em órgãos genitais e necrose em partes do corpo em que foram feitos os procedimentos.
Além do mandado de prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados à profissional, incluindo a residência onde ela mora e dois consultórios na capital. Em meio às apreensões, foram encontrados medicamentos fora do prazo de validade.
Procedimentos causaram necroses e mutilações
Entre os casos investigados, estão procedimentos de harmonização feitos no rosto, glúteos, mamas e região íntimas de pacientes. Os relatos pós-operação mencionam cortes, sangramentos, queimaduras, infecções e até necrose com perda de tecidos.
De acordo com a PC, em um dos casos a fisioterapeuta teria feito cortes com retirada de tecido da vulva de uma das vítimas, chegando a atingir e lesionar a região do clitóris.
Também há relatos de queimaduras provocadas nos seios, lesões persistentes e perda de tecido.
O caso segue sob investigação da PC, com Magda presa e à disposição da Justiça. A divulgação da imagem da profissional foi feita pela PC, com o objetivo de divulgar o caso e ajudar a encontrar possíveis novas vítimas.
O processos ligados à fisioterapeuta seguem em segredo de justiça, por isso a reportagem não encontrou a defesa da investigada. O espaço para posicionamento segue em aberto.
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