As profissões que devem ter os maiores salários para recém-formados nos próximos anos, segundo recrutadores
Algumas escolhas acadêmicas podem aproximar jovens de setores que pagam valores elevados

O mercado brasileiro entra em 2026 com procura maior por profissionais especializados, segundo o Guia Salarial da Robert Half, baseado em recrutamentos recentes no país.
A edição 2026 reúne salários de entrada para centenas de cargos, calculados com base em remunerações reais observadas por recrutadores brasileiros recentemente em diferentes setores.
Entre as carreiras com valores iniciais elevados aparecem engenharia de inteligência artificial, engenharia de prompt, ciência de dados e funções especializadas financeiras em expansão nacional.
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Engenheiros de inteligência artificial têm faixa nacional inicial entre R$ 19.500 e R$ 27.100, conforme o percentil usado pela consultoria em 2026 no levantamento atual.
Já engenheiros de prompt aparecem com faixa de R$ 19.050 a R$ 26.100, mostrando a valorização de competências ligadas à inteligência artificial no mercado atual brasileiro.
Na ciência de dados, a faixa indicada começa em R$ 14.700, refletindo a necessidade crescente de transformar informações em decisões para negócios complexos e competitivos.
Áreas tecnológicas ganham espaço
No mercado financeiro, o cargo de associate em finanças parte de R$ 15.100, enquanto analistas lidam com números, riscos e decisões estratégicas diárias de investimento.
Essas remunerações ajudam a explicar o peso dessas áreas, porque empresas disputam profissionais capazes de aplicar tecnologia, análise e conhecimento especializado em problemas reais complexos.
Qualificação pesa na remuneração
Leonardo Berto, gerente da Robert Half, afirma que profissionais precisam manter aprendizado contínuo diante das mudanças tecnológicas e da disputa crescente por talentos especializados atualmente.
É importante notar que o percentil de entrada representa alguém novo na função, não necessariamente um recém-formado saindo da universidade pela primeira vez.
Tecnologia pesa porque empresas ampliam investimentos digitais, enquanto dados, segurança e inteligência artificial aparecem entre as competências mais procuradas pelos gestores consultados no levantamento nacional.
Finanças também ganham espaço porque automação e análise exigem profissionais capazes de interpretar números, controlar riscos e apoiar decisões importantes dentro das organizações em transformação.
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