Vanessa Marega, conhecida por vender iPhones com até 70% de desconto e alvo de denúncias após deixar prejuízo milionário, pede R$ 30 mil em indenização ao Portal 6 e perde ação na Justiça
Empresária alegou que reportagens sobre o caso estavam prejudicando a imagem dela e tentou censurar o veículo

Vanessa Lorany Reges de Almeida, conhecida como Vanessa Marega, perdeu a ação que moveu contra o Portal 6.
Ela pediu R$ 30 mil por danos morais e a remoção de reportagens, fotos e comentários relacionados ao caso.
Na ação, Vanessa alegou que as matérias associavam sua imagem à prática de crimes e prejudicavam sua honra.
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Também afirmou que o Portal 6 havia noticiado que ela foi presa. O Portal 6 nunca publicou essa informação, que circulou em outras páginas e veículos. A sentença também registrou que não havia prova de que a notícia tivesse sido publicada pelo veículo.
O juiz Gleuton Brito Freire, da Vara 1º Juizado Especial Cível, julgou os pedidos improcedentes em agosto. Como não houve recurso, a decisão foi transitada em julgado no início deste mês.
Como funcionavam as vendas de Vanessa Marega
Vanessa anunciava eletrônicos e eletrodomésticos em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, com preços bem abaixo dos praticados no mercado. Entre as ofertas estavam iPhones com até 70% de desconto.
Os clientes pagavam, em geral, via Pix, antes de receber os produtos. Conforme a investigação da Polícia Civil (PC), algumas mercadorias eram entregues, o que ajudava a atrair novos compradores.
Depois, clientes de Anápolis e outros municípios passaram a relatar que não recebiam os produtos nem conseguiam reaver o dinheiro
Um dos contratos usados nas vendas também chamou atenção: o documento previa que, em caso de atraso, o comprador não deveria ameaçar a vendedora nem procurar a polícia, sob pena de medidas judiciais.
Com as reclamações, consumidores começaram a se organizar em grupos e a buscar ressarcimento.
Operação e prisão domiciliar
Com o avanço das denúncias, a Justiça decretou a prisão preventiva de Vanessa e autorizou buscas em endereços ligados a ela e familiares.
Em julho, a PC realizou a Operação Chamariz, cumpriu mandados em dois imóveis e determinou bloqueios de bens e valores. Vanessa não foi localizada, e o mandado de prisão ficou em aberto.
Posteriormente, a defesa conseguiu converter a prisão preventiva em domiciliar. Vanessa passou a cumprir a medida em casa enquanto a investigação segue em andamento.
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