Metro quadrado chega perto de R$ 14 mil nos bairros mais caros de Goiânia; veja quais são

Preço médio residencial da capital chegou a R$ 11.681 no primeiro semestre e acumula alta de 105% desde 2021

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
Metro quadrado chega perto de R$ 14 mil nos bairros mais caros de Goiânia; veja quais são
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Goiânia)

O Setor Marista tem o metro quadrado residencial mais caro entre os bairros destacados no levantamento da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).

No acumulado de 2026 até junho, o valor médio chegou a R$ 13.853 por metro quadrado, aproximando-se da marca de R$ 14 mil.

Na sequência aparecem o Setor Bueno, com R$ 13.180 por m², e o Setor Oeste, com R$ 12.407.

O Serrinha completa o grupo dos quatro bairros com valores acima de R$ 11 mil, com média de R$ 11.369 por metro quadrado.

A pesquisa mostra ainda que o Jardim América tem preço médio de R$ 10.209 por m², enquanto o Setor Coimbra aparece com R$ 10.013. Já o Parque Amazônia registra média de R$ 9.349.

Considerando Goiânia como um todo, o preço médio residencial alcançou R$ 11.681 por metro quadrado no primeiro semestre de 2026.

O valor representa alta de 7,4% em relação ao fechamento de 2025, quando o indicador estava em R$ 10.872.

Preço mais que dobra em cinco anos

A valorização não é recente. Em 2021, o metro quadrado residencial médio da capital custava R$ 5.687. Em cinco anos, o indicador chegou aos atuais R$ 11.681, uma alta acumulada de 105%.

Segundo Credson Batista, diretor de Pesquisas e Estatísticas da Ademi-GO, a diferença entre os bairros está relacionada à infraestrutura, serviços, comércio, lazer e localização.

Bueno e Marista, inclusive, concentram juntos 31,8% da oferta imobiliária de Goiânia, segundo a entidade.

Mercado aquecido

Além da alta nos preços, Goiânia registrou forte movimento de vendas no primeiro semestre. Foram comercializadas 7.219 unidades residenciais, alta de 42% em relação ao mesmo período de 2025.

O número representa o maior volume registrado em um único semestre na série histórica apresentada pela Ademi-GO.

O desempenho da capital ficou acima da média nacional. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as vendas residenciais novas cresceram 5,4% no país no primeiro semestre de 2026.

Com as vendas superando os lançamentos, o estoque de imóveis em Goiânia recuou 6% em relação ao fim de 2025.

Para a Ademi-GO, a combinação entre demanda aquecida, redução do estoque e custos de produção ajuda a pressionar os preços.

Lista:

  • Marista: R$ 13.853
  • Bueno: R$ 13.180;
  • Oeste: R$ 12.407;
  • Serrinha: R$ 11.369
  • Jardim América: R$ 10.209;
  • Coimbra: R$ 10.013
  • Parque Amazônia: R$ 9.349

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua no Portal 6 desde 2022, passando pelas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com a opinião pública e cotidiano da população.

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