Abrigo clandestino é interditado em Anápolis e 11 idosos são resgatados em situação precária
Local funcionava na zona rural sem autorização, tinha apenas um funcionário e apresentava problemas de higiene, segurança e acessibilidade

Um abrigo clandestino de idosos foi interditado na última sexta-feira (25), na zona rural de Anápolis, após uma ação conjunta da Polícia Civil (PC), Vigilância Sanitária e Prefeitura.
No local, entre as regiões de Miranápolis e Souzânia, foram encontrados 11 idosos, vários deles com deficiência física ou intelectual.
Segundo a PC, apenas um funcionário era responsável pelos cuidados, sem formação ou experiência compatíveis com a função. As medicações também eram armazenadas e administradas de forma considerada inadequada.
A operação contou com a atuação da Delegacia de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência de Anápolis, comandada pelo delegado Manoel Vanderic, além de equipes das secretarias municipais de Saúde e Assistência Social.
Após a interdição, os idosos foram retirados do local e encaminhados para atendimento médico.
Parte deles já retornou para o convívio das famílias, enquanto outros ainda aguardam definição sobre o acolhimento.
Local não tinha autorização
Conforme a PC, o abrigo não possuía qualquer autorização para funcionar. A estrutura também não oferecia condições adequadas de higiene, acessibilidade e segurança, além de não contar com os recursos necessários para atender pessoas idosas, especialmente aquelas com maior grau de dependência.
As investigações apontam ainda que os acolhidos permaneciam em uma região isolada, o que dificultava o acesso a serviços e o acompanhamento externo.
O proprietário do estabelecimento não foi localizado e é considerado foragido. Ele foi indiciado pelos crimes de maus-tratos e cárcere privado qualificado.
A Polícia Civil reforçou o alerta para que familiares verifiquem a situação de instituições destinadas ao acolhimento de idosos antes de contratar esse tipo de serviço.
Situação acende alerta
Para os investigadores, o caso também chama atenção para as dificuldades enfrentadas por famílias que precisam encontrar locais especializados para cuidar de idosos.
A corporação destacou problemas como superlotação de instituições regulares, sobrecarga familiar e falta de assistência suficiente para atender à demanda crescente.
A orientação é procurar informações sobre autorização de funcionamento, estrutura, profissionais responsáveis e condições sanitárias antes de encaminhar um idoso para uma instituição de longa permanência.
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