Não é só lavar o rosto: o cuidado que adolescentes devem ter com a pele, segundo dermatologistas

Rotinas extensas inspiradas nas redes sociais podem fazer mais mal do que bem, enquanto alguns cuidados básicos já atendem boa parte das necessidades

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
cuidado com a pele
(Imagem: Ilustração)

O cuidado com a pele na adolescência não precisa envolver dezenas de produtos ou rotinas copiadas das redes sociais.

Segundo dermatologistas, uma rotina simples já costuma ser suficiente para boa parte dos jovens, especialmente quando inclui limpeza suave, hidratação e proteção solar.

A Academia Americana de Dermatologia (AAD) recomenda justamente essa base para adolescentes: limpador suave, hidratante sem fragrância e protetor solar de amplo espectro com FPS 30 ou superior.

Além disso, a entidade alerta que muitos produtos usados em excesso podem irritar uma pele que ainda está em desenvolvimento.

Durante a puberdade, alterações hormonais aumentam a produção de oleosidade. Por isso, cravos e espinhas se tornam mais comuns. A AAD estima que a acne afete cerca de 85% dos adolescentes.

Menos pode ser melhor

O problema começa quando o adolescente tenta resolver cada imperfeição acrescentando novos ácidos, séruns, máscaras e esfoliantes à rotina.

Segundo a dermatologista Marisa Garshick, da AAD, consistência importa mais do que seguir uma rotina de dez etapas.

Além disso, produtos com retinol, vitamina C ou ácidos esfoliantes nem sempre são necessários nessa idade e podem provocar vermelhidão, ardência ou descamação quando usados sem indicação.

Em casos de pele oleosa ou com tendência à acne, ingredientes como ácido salicílico e peróxido de benzoíla podem ajudar.

No entanto, eles também podem causar ressecamento e irritação. Por isso, o uso precisa respeitar as necessidades de cada pele.

Não espremer espinhas

Outro cuidado importante é evitar apertar ou estourar espinhas. A prática pode aprofundar a inflamação, prolongar a lesão e aumentar o risco de cicatrizes e manchas escuras.

Além disso, o protetor solar não deve ficar de fora. Para quem tem pele acneica, a orientação é procurar produtos não comedogênicos, ou seja, formulados para não obstruir os poros.

Por fim, acne persistente, dolorosa, profunda ou que deixa cicatrizes exige avaliação médica. O dermatologista pode identificar o tipo de acne e indicar tratamentos adequados, inclusive medicamentos quando necessário.

Assim, cuidar da pele adolescente envolve mais do que simplesmente lavar o rosto. A prioridade está em manter uma rotina gentil, evitar exageros, proteger-se do sol e procurar orientação profissional quando o problema ultrapassar os cuidados básicos.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.