A cidade goiana onde nasceu uma das maiores escritoras do Brasil e que preserva casarões, ruas de pedra e muita história
Berço de Cora Coralina, a antiga capital de Goiás reúne patrimônio mundial, museus e cenários preservados às margens do Rio Vermelho

Há lugares em que o passado não está preso aos museus.
Na Cidade de Goiás, ele aparece nas fachadas coloniais, nas pontes sobre o Rio Vermelho, nas ruas de pedra e nos becos que atravessam o Centro Histórico.
A cerca de 140 quilômetros de Goiânia, a antiga capital do estado preserva um cenário diretamente ligado à vida e à obra de Cora Coralina.
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Foi ali que a escritora nasceu, voltou a viver décadas depois e transformou a rotina da antiga Vila Boa em matéria para poemas, contos e memórias.
A casa onde nasceu virou parte da própria literatura
Cora Coralina nasceu em 20 de agosto de 1889, na chamada Casa Velha da Ponte, às margens do Rio Vermelho.
Décadas depois, após viver fora de Goiás, ela voltou para a cidade em 1956.
Foi já de volta à antiga Vila Boa que publicou seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, em 1965, aos 75 anos.
Além da escrita, Cora também ficou conhecida pelo trabalho como doceira, atividade que fez parte de sua rotina durante anos.

A Casa Velha da Ponte, onde Cora Coralina nasceu e viveu, hoje funciona como museu dedicado à memória da escritora.
Hoje, a casa funciona como museu e preserva móveis, livros, manuscritos, fotografias, utensílios domésticos e objetos pessoais da escritora.
A visita ajuda a entender como a cidade aparece tão fortemente em sua produção literária.
Centro Histórico preserva mais de 90% da arquitetura colonial
A Cidade de Goiás começou a se formar no século XVIII, durante o ciclo do ouro, e foi a primeira capital do estado.
O crescimento ocorreu às margens do Rio Vermelho, com casas e edifícios construídos utilizando técnicas como adobe, taipa e pau a pique.
Boa parte desse conjunto permaneceu preservada ao longo dos séculos.
Segundo o Iphan, mais de 90% da arquitetura colonial original ainda está conservada.
Esse conjunto foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em dezembro de 2001.

O Centro Histórico conserva mais de 90% de sua arquitetura colonial original, segundo o Iphan.
Boa parte do roteiro pode ser feita a pé
Uma das vantagens para quem visita a cidade é a concentração dos principais pontos históricos na região central.
Entre os atrativos estão o Palácio Conde dos Arcos, o Museu das Bandeiras, o Chafariz de Cauda, a Catedral de Sant’Ana e o Museu de Arte Sacra da Boa Morte.
O próprio Centro Histórico tem visitação livre, o que permite montar o passeio sem precisar seguir uma programação rígida.
Entre uma atração e outra, o caminho passa por becos, pontes, praças e construções centenárias.

Museus, igrejas, praças e construções históricas ficam concentrados na região central e podem ser conhecidos caminhando.
Uma cidade que continua ligada à obra de Cora
Mais do que conservar construções antigas, a Cidade de Goiás preserva elementos que continuam presentes na memória cultural do estado.
As ruas, os becos, o rio e os casarões que fizeram parte da vida de Cora Coralina permanecem incorporados à paisagem urbana.
Por isso, conhecer a cidade não significa apenas visitar monumentos.
É também percorrer cenários que ajudaram a formar a identidade goiana e que acabaram eternizados na obra de uma das escritoras mais importantes do país.
Veja abaixo um passeio pelo Centro Histórico, pela Casa de Cora Coralina e por outros pontos da Cidade de Goiás:
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