Monike Lafuente, arquiteta: “As cores claras ajudam a ampliar visualmente os ambientes, enquanto as escuras podem dar a sensação de espaços menores e mais apertados.”
Escolha das cores muda a percepção do cômodo; tons claros favorecem amplitude, enquanto os escuros exigem aplicação mais estratégica

Um cômodo não precisa ganhar metros quadrados para parecer maior.
Segundo a arquiteta Monike Lafuente, do Studio Tan-Gram, a escolha das cores consegue alterar a percepção das proporções e pode ajudar principalmente em salas, quartos e apartamentos compactos.
Em entrevista à A Gazeta, Monike explica que cores claras tendem a ampliar visualmente o espaço, enquanto tonalidades escuras podem provocar sensação de paredes mais próximas.
Por isso, ela recomenda deixar os tons claros como base quando a intenção principal é aumentar a percepção de amplitude.
A orientação também encontra respaldo experimental.
De acordo com um estudo publicado na revista Human Factors, uma avaliação concluiu que ambientes virtuais com diferentes níveis de luminosidade nas superfícies e que paredes e tetos mais claros aumentaram a altura percebida dos cômodos.
Isso não significa, porém, que toda cor escura deva desaparecer de uma casa pequena.
Monike explica que a posição escolhida modifica o efeito: uma parede de fundo escura, por exemplo, pode parecer visualmente mais próxima, enquanto diferentes combinações entre teto e laterais alteram a impressão de largura ou altura.
A arquiteta também recomenda manter móveis grandes mais neutros e proporcionais ao ambiente.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, ela reforçou que tons claros ajudam na sensação de amplitude e que peças volumosas demais podem fazer um quarto parecer ainda mais apertado.
Além da pintura, iluminação, espelhos e organização influenciam o resultado. Portanto, a cor funciona melhor como parte de um conjunto de escolhas do que como solução isolada.
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