Frota de elétricos e híbridos cresce 91% em Goiás e passa de 33 mil veículos
Enquanto frota total do estado avançou 4,6%, número de eletrificados quase dobrou em um ano

A frota de veículos elétricos e híbridos de Goiás quase dobrou em um ano. Entre setembro de 2025 e setembro de 2026, o número passou de 17.329 para 33.099, crescimento de 91%.
O levantamento do Portal 6, feito com dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mostra que o estado ganhou 15.770 veículos dessas categorias no período. A expansão foi bem superior à da frota total goiana, que cresceu 4,6%, passando de 5,08 milhões para 5,32 milhões de veículos.
Goiânia concentra a maior parte dos eletrificados registrados em Goiás. A capital passou de 10.136 para 19.132 unidades, aumento de 88,8%. Sozinha, reúne cerca de 58% da frota estadual de elétricos e híbridos.
Na segunda posição aparece Anápolis, que chegou a 2.592 veículos em setembro deste ano. Eram 1.577 no mesmo mês de 2025, o que representa crescimento de 64,4%, com 1.015 registros a mais.
Aparecida de Goiânia teve uma expansão ainda mais acentuada. A quantidade saltou de 971 para 2.177 veículos, avanço de 124,2%. Em Rio Verde, a frota dobrou: passou de 855 para 1.710 unidades em 12 meses.
O crescimento também aparece em outras cidades. Senador Canedo passou de 309 para 741 veículos elétricos e híbridos, alta de 139,8%. Em Itumbiara, o número subiu de 328 para 660, enquanto Catalão avançou de 317 para 601.
Trindade, Jataí e Caldas Novas completam a lista dos dez municípios com as maiores frotas dessas categorias, com 485, 456 e 361 veículos, respectivamente.
Apesar do avanço, os eletrificados ainda representam uma parcela pequena dos veículos registrados em Goiás. Em setembro de 2026, correspondiam a aproximadamente 0,62% da frota total — cerca de seis a cada mil veículos.
Para chegar aos números, foram somadas oito classificações de combustível utilizadas pela Senatran, que incluem registros de elétricos, híbridos e combinações de gasolina, álcool ou diesel com eletricidade. A base abrange diferentes tipos de veículo.
Os dados representam a frota registrada em cada município. Por isso, o aumento entre os dois períodos não corresponde necessariamente às vendas de veículos novos: também pode refletir transferências, baixas e outras alterações cadastrais.
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