As plantas que se adaptam melhor a apartamentos com pouca luz e os sinais de que o lugar escolhido não está fazendo bem para elas

Espécies como zamioculca, jiboia e espada-de-são-jorge conseguem viver em ambientes menos iluminados, mas mudanças nas folhas podem indicar que precisam de outro lugar

As plantas que se adaptam melhor a apartamentos com pouca luz e os sinais de que o lugar escolhido não está fazendo bem para elas
(Foto: Reprodução)

Morar em um apartamento com pouca entrada de luz natural não significa precisar abrir mão das plantas na decoração.

Algumas espécies conseguem se adaptar a ambientes menos iluminados e podem ser cultivadas em salas, quartos e corredores, desde que recebam os cuidados adequados.

Entre as opções mais indicadas estão a zamioculca, a jiboia, a espada-de-são-jorge e o lírio-da-paz.

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Essas plantas apresentam características que permitem tolerar condições de luminosidade reduzida, embora isso não signifique que possam sobreviver sem luz.

Segundo a Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas, em Minas Gerais (MG), a zamioculca é uma das espécies mais resistentes para ambientes internos.

Ela tolera pouca luminosidade, exige regas espaçadas e pode ser uma boa alternativa para quem não tem muita experiência com jardinagem.

A Prefeitura de São Paulo (SP) também recomenda espécies como jiboia, filodendro e espada-de-são-jorge para locais da residência que recebem menos iluminação natural.

Entretanto, a escolha depende não apenas da quantidade de luz, mas também da ventilação, da umidade e da posição do vaso em relação às janelas.

Quais plantas são melhores para apartamentos com pouca luz?

A zamioculca é uma das alternativas mais práticas.

Com folhas verdes e brilhantes, consegue se desenvolver em locais com iluminação indireta e não exige regas frequentes.

O principal cuidado é evitar que a terra permaneça encharcada.

A espada-de-são-jorge também apresenta boa resistência.

Pode ser cultivada em ambientes com menor luminosidade e suporta períodos de pouca água, sendo uma opção para salas e corredores que recebem claridade durante o dia.

Outra possibilidade é a jiboia, bastante utilizada em prateleiras e vasos suspensos.

Suas folhas se adaptam à luz indireta, mas variedades com manchas claras podem perder parte da coloração quando ficam em lugares muito escuros.

O lírio-da-paz também consegue tolerar ambientes menos iluminados.

Entretanto, a falta de claridade pode prejudicar a floração, mesmo quando as folhas continuam aparentemente saudáveis.

Já a aglaonema é uma alternativa para quem procura uma planta de folhagem ornamental.

A espécie tolera luminosidade reduzida e pode ser utilizada em ambientes internos protegidos do sol direto.

Quais sinais mostram que a planta está no lugar errado?

Segundo a Royal Horticultural Society (RHS), instituição britânica especializada em horticultura, um dos principais sinais da falta de luz é o crescimento de caules muito compridos e finos, com folhas mais espaçadas.

Esse fenômeno acontece quando a planta começa a se alongar em direção à fonte de iluminação disponível.

Outro sinal é o surgimento de folhas menores ou mais pálidas, além da perda de coloração em espécies que apresentam manchas claras ou amareladas.

A queda frequente de folhas também merece atenção.

Entretanto, o problema pode ter outras causas, como excesso de água, temperatura inadequada ou dificuldades no desenvolvimento das raízes.

Em locais pouco iluminados, a terra costuma demorar mais para secar.

Por isso, manter a mesma frequência de rega utilizada em ambientes ensolarados pode favorecer o apodrecimento das raízes.

A recomendação é observar a umidade do substrato antes de regar e verificar se o vaso possui furos para escoar o excesso de água.

Caso a planta apresente sinais persistentes de falta de luminosidade, uma alternativa é aproximá-la gradualmente de uma janela que receba luz indireta.

Também é importante lembrar que nenhuma planta consegue viver indefinidamente em completa escuridão.

Mesmo espécies consideradas resistentes à sombra precisam de alguma fonte de luz para realizar a fotossíntese.

Assim, escolher a espécie adequada e observar suas mudanças ao longo do tempo pode ajudar a manter o apartamento mais verde, sem comprometer a saúde das plantas.

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Angelina de Paula

Angelina de Paula

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária do Portal 6. Atua na equipe desde setembro de 2026.