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100 dias de Dilma 2

Passado cem dias da posse do novo Governo de Dilma Rousseff, pode-se avaliar que o que os adversários da então candidata previam na campanha eleitoral de 2014 se tornaram para nós uma triste realidade. A recessão, o aumento de juros, a inflação, o aumento de tarifas e uma profunda desvalorização da nossa maior empresa estatal, entre outras tantas ações retiradas do saco de maldades que Dilma e sua turma ofereceram à população brasileira. O que antes a então candidata bradava ser uma campanha de seus oponentes para difundir o medo nos eleitores, passou a ser uma triste realidade que atinge diretamente aqueles que são a maior parcela de eleitores do Partido dos Trabalhadores.

No jogo do marketing eleitoral selvagem o apoio de banqueiro era quase um pecado, uma afronta aos interesses do povo. Hoje, o Governo tem como ministro da fazenda um profissional de carreira do segmento bancário, e tal escolha e dita como técnica e nesse momento aquele velho discurso não é condizente com as atitudes da mandatária. Ora, em tempos de crise se faz necessário escolher pessoas técnicas e é evidente que pessoas com maior capacidade e experiência poderão atuar com maior qualidade na busca de frear essa crise administrativa que não parece ter fim.

Pior que o Planalto parece ser o Congresso. A crise na Petrobrás e as denúncias de que o dinheiro de propina extraída das negociatas da estatal abastecia campanhas do partido do Governo levaram o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a ser convidado a depor na CPI do “Petrolão” nessa semana. Então, eis que surgem os ratos no Congresso para se misturarem às ratazanas que ali legislam, promovendo uma cena até então inimaginável, que prova que falta ao povo brasileiro um amadurecimento político, para que tal extremo não seja necessário. Amadurecimento que faria de um momento eleitoral, a hora da avaliação cética onde o marketing eleitoral e a cultura do medo, não fossem parâmetros de escolha.

Depois desses cem dias, fica claro que os desafios da presidente estão apenas começando. Com índices de popularidades tão baixos, jamais vistos desde Fernando Henrique, o governo terá que trabalhar duro para trazer de volta a governança e buscar soluções concretas para tirar o país da crise e a recessão que eles fingem não ver.

Alair Martins é farmacêutico e graduando em Química pelo IFG Anápolis. Escreve sobre saúde, toda segunda-feira. E dá pitacos em política, em qualquer dia da semana.

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