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Em três dias, Polícia Civil prende duas quadrilhas de roubo de cargas em Anápolis e Aragoiânia

(Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

A Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar) deflagrou duas operações para combater o roubo de cargas em Goiás. No sábado (10), a operação batizada de Milhão Dourado prendeu, em flagrante, dois homens suspeitos de desviarem cargas de sementes de milho e soja em Aragoiânia.

Na segunda-feira (12) outras três pessoas foram presas em Anápolis pela operação Saco Cheio. O trio é suspeito de integrar organização criminosa responsável por roubo de cargas e caminhões de transporte de secos e molhados.

O delegado titular da Decar, Alexandre Bruno de Barros, explicou que a operação Milhão Dourado foi desencadeada há quatro meses após uma denúncia de roubo de carga. A polícia ainda estima que três empresas foram vítimas desse golpe e somados os prejuízos pode chegar a R$ 10 milhões e 500 toneladas desviadas.

A polícia chegou até os suspeitos quando se preparavam para entregar em Aragoiânia cerca de 21 toneladas de milho que pela nota fiscal deveriam ter sido entregues em Goianira. Ainda de acordo com o delegado, o esquema era coordenado por Edson Morales de Araújo Gama, de 28 anos, e Ronnie Stefano Araújo Vieira, de 38 anos, que foram presos na ação. Eles compravam as sementes de distribuidoras de forma regular e, durante o percurso para entrega, entravam em contato com o motorista do caminhão se passando pelo proprietário da empresa e determinavam a mudança no local para descarregar a mercadoria.

“Eles usavam nomes de pessoas lícitas para adquirir essas cargas e faziam os desvios na entrega. Os indivíduos que foram presos criaram uma forma de agir diferente, o que dificultou na identificação de alguns membros da organização”, ressalta Alexandre.

“Uma saca de milho que custa aproximadamente R$ 60, era repassada por cerca de R$ 30”, detalha.

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Edson Morales de Araújo Gama (à esquerda), e Ronnie Stefano Araújo Vieira (à direita), presos na Operação Milhão Dourado. (Foto: Divulgação/ PC)

Outras pessoas envolvidas no esquema já foram identificadas e devem ser presas em breve, conforme afirma o responsável pelas investigações. Eles foram autuados pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, se condenados podem pegar de 2 a 8 anos de prisão.

Operação Saco Cheio

Na operação Saco Cheio desencadeada em Anápolis, na segunda-feira, dia 12, três mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra Bruno Pereira Teles, de 21 anos, e duas mulheres com idades de 21 e 23 anos. A polícia não divulgou a identidade das jovens, pois elas estão colaborando com as investigações.

De acordo como delegado Alexandre, a organização criminosa é bem estruturada. Os indivíduos têm os papéis definidos e eles agiam no roubo de cargas de secos e molhados há mais de dois anos. O grupo já teve 12 integrantes, dois foram mortos pelos próprios comparsas e os outros foram identificados e devem ser presos nas próximas fases da operação.

Bruno Pereira Teles (no meio) e as mulheres presas na Operação Saco Cheio. (Foto: Reprodução/PC)
Bruno Pereira Teles (no meio) e as mulheres presas na Operação Saco Cheio. (Foto: Reprodução/PC)

“O esquema envolve organizações criminosas que atuam principalmente em Anápolis, hoje considerado o epicentro do roubo de cargas no País”, afirma o delegado.

“A Polícia Civil tem voltado os esforços para identificar essas organizações criminosas”, garante Alexandre. Os itens roubados nessas ações eram repassados para supermercados em Anápolis, Aparecida e Trindade. “Eles eram bastante agressivos com as vitimas e também roubavam o caminhão, adulterando os sinais identificadores e repassando para outros compradores”, explica.

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