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Assassinos revelam por que mataram idosos em Campo Limpo

Frieza do trio chamou a atenção do delegado que comandou a força tarefa que conseguiu prendê-los em poucas horas

O crime é chocante e a população da pacata Campo Limpo de Goiás, a 20 km de Anápolis, ainda permanece em choque com o brutal assassinato do casal Leandro Canedo, de 78 anos, e Darci Prado Canedo, de 76 anos, na última terça-feira (06).

Esfaqueados com várias perfurações por todo o corpo, os idosos também tiveram seus pescoços degolados para que a morte fosse mais rápida.

Antes apontados como suspeitos, o casal Milton Isturario Vieira e Rosane Patrícia Rodrigues e Ademilson Isturario Barbosa (irmão de Milton) confessaram o crime assim que foram presos na noite da última quarta-feira (07) em Luziânia.

Como ocorreu a prisão do trio suspeito de matar casal de idosos em Campo Limpo

Milton e Rosane trabalhavam como caseiros na fazenda dos idosos e ficaram com raiva após serem demitidos por Leandro Canedo, um hábil criador de cavalos, porque trouxeram um cachorro para a fazenda contra a vontade do proprietário.

A demora no acerto trabalhista e uma alegada ameaça de tiro no animal de estimação foram os motivos pelos quais o caseiro teria entrado em luta corporal com o idoso no curral.

“O ‘véio’ não queria que ele levasse esse cachorro pra lá (sic). Eu achei que ele ia machucar meu irmão e entrei no meio”, disse Ademilson, autor dos primeiros golpes de faca no idoso, ao radialista Márcio Gomes, da Manchester AM.

Rosane teve, conforme os depoimentos, uma participação intelectual no crime. Ao ver que o ex-patrão ainda agonizava recomendou que o pescoço da vítima fosse cortado para abreviar a morte.

Em seguida, ela se deslocou até à sede da fazenda e chamou dona Darci. Assim que apareceu na porta, a idosa foi surpreendida pelos dois irmãos e morta da mesma forma que o marido.

Dorna Darci, pelo relato dos assassinos, “morreu de graça”.

“Agora vocês vão matar a ‘váia’ pra ela não falar nada [para a polícia]?”, disse Rosane.

A versão do trio, porém, não convenceu Cleiton Lobo, titular da Delegacia de Homicídios de Anápolis, um dos comandantes da força tarefa que prendeu os assassinos.

“Eles queriam roubar e para isso precisavam matar as vítimas. Depois [de matar os idosos eles] ainda foram beber cachaça e jogar baralho, sem nenhuma consciência da gravidade do crime que haviam cometido’, contou.

Milton, Rosane e Amilton permanecem presos e serão indiciados por duplo latrocínio qualificado com motivo torpe.

A pena para o crime pode chegar a 30 anos, em regime fechado.

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