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Saiba como ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social em Anápolis

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Além de diversos programas sociais, município conta com número 0800 que atende 24h por dia

Quando o frio chega, as pessoas em situação de rua ficam ainda mais vulneráveis. Nos últimos dias, diante das baixas temperaturas, o Ginásio Internacional Newton de Faria foi aberto para receber este público em Anápolis com banho quente, alimentação, camas com colchões, lençóis, travesseiros e cobertores bem quentinhos.

E a população abraçou a causa. Dezenas de pessoas se dedicaram a levar para lá agasalhos, roupas, comida e, acima de tudo, carinho para com pessoas que estão em situação de rua. O Anápolis Vôlei também marcou presença, surpreendendo quem estava ali no ginásio em busca de abrigo, proporcionando sorrisos e fazendo com que a noite gelada tivesse um pouco mais de alegria.

Longe de ser uma ação isolada, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social realiza anualmente uma média de quase mil atendimentos a pessoas em situação de rua. A equipe do Serviço de Abordagem Social trabalha tanto de dia quanto à noite, se deslocando até os onde estas pessoas estão para oferecer alimentação, agasalho e cadastrá-las na rede.

Além de assistentes sociais, fazem parte da equipe psicólogos, educadores sociais e assessores jurídicos. A população pode acionar o poder público para pedir ajuda quando se deparar com pessoas necessitando auxílio, basta entrar em contato pelo número 0800 646 11 17, que está à disposição 24h por dia.

“A tentativa de retirada destas pessoas da rua é diária, por meio do contato com familiares, encaminhamento para programas sociais, qualificação profissional e também orientações para ter acesso ao mercado de trabalho”, explica a secretária Eerizânia Lobo. Mas o cenário é mais complexo, a dependência química é realidade para a maioria destas pessoas, o que estimula a permanência delas nas ruas.

Por isso a importância do trabalho integrado da rede, incluindo o encaminhamento para o Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps Viver), da Secretaria Municipal de Saúde, que cuida e dá atenção continuada às pessoas com necessidades em decorrência do abuso do álcool, crack e outras substâncias psicoativas. Ou para o Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, que auxilia no encaminhamento dos dependentes químicos para comunidades terapêuticas da região – que são aproximadamente 15 somente em Anápolis.

A estimativa é que existam 40 pessoas em situação de rua na cidade, mas este número varia, de acordo com Eerizania Lobo. Para dar dignidade a estas pessoas, a rede — composta pela Prefeitura, via Secretaria de Desenvolvimento Social; Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas; polícias Civil e Militar — se articula em uma série de ações e serviços.

Muito além da Campanha do Agasalho, lançada recentemente, a cidade conta com o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o Centro Pop, localizado na Rua General Joaquim Inácio, em frente ao Terminal Urbano. Lá, as pessoas podem se alimentar – são oferecidos café da manhã, almoço, lanche e jantar -, tomar banho, lavar suas roupas e descansar.

Elas também têm acesso à atendimento psicológico e encaminhamentos diversos, basta ir diretamente à unidade. Aberto todos os dias da semana, sem interrupção, em algumas ocasiões a recepção é especial, como é o caso do Arraiá. O telefone para contato é o (62) 3902-2554.

Números

Hoje, a pasta do Social atende mais de 4,5 mil famílias em situação de vulnerabilidade no município, que são acompanhadas pelos três Centros de Referência em Assistência Social. Por ano, são distribuídas mais de 2 mil cestas de alimentos, além de realizadas ações sociais, como o Arraiana, Natal de Coração, Prefeitura em Ação e o Social em Ação.

A última novidade foi o lançamento do Programa IntegrAção, que amplia as atividades oferecidas às mais de 2 mil crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (SCFV), que agora terão acesso em seus bairros à iniciação esportiva e cultural. Sem falar das 300 bolsas de estudo para ensino superior que a Prefeitura disponibilizará para estudantes anapolinos de baixa renda.

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