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Como a Polícia Civil descobriu crime na fazenda de Amado Batista em Goianápolis

(Foto: Reprodução/ Agrocria)

Além de vereador preso em flagrante, investigação também quer apontar participação do prefeito no episódio

Uma denúnica anônima feita ao Ministério Público teria sido o estopim para que a Polícia Civil comprovasse que um trator da Prefeitura Municipal de Goianápolis estava sendo utilizado ilegalmente na fazenda de Amado Batista.

O flagra foi feito pelo delegado Rodrigo Arana, na manhã da última sexta-feira (09), quando o vereador Sebastião Pereira Assis (PP) foi pego arando a terra para o cantor brega.

Em entrevista ao Portal 6, o titular da Delegacia do município disse que o parlamentar mencionou que o veículo estava na propriedade com a autorização do prefeito Francisco de Morais, o Chiquinho (Podemos).

No entanto, como não apresentou nenhuma comprovação por escrito, o vereador foi levado preso e só saiu da cadeia pública após pagar uma fiança arbritada pela Justiça no valor de R$ 10 mil. Ele responderá em liberdade por peculato, crime cometido por quem se apropria ilegalmente de algum bem público.

O inquérito já foi instaurado para apurar o caso e, em até 45 dias, Arana espera concluir a investigação. O delegado também adianta que pedirá ao Poder Judiciário autorização para examinar o grau de envolvimento do prefeito no episódio e também saber se houve dano ambiental no solo.

Amado Batista, que não estava na fazenda no momento do flagrante, ainda não foi ouvido. Mas será, adianta Arana.

“No inquérito você tem 30 dias para concluir a investigação, mas estimo ter que pedir mais 15 dias para o juiz”, explicou o delegado.

Se for indiciado, Amado Batista, juntamente com o vereador e prefeito, podem ser processados pelo Ministério Público na Justiça e o refrão de Secretária, maior sucesso do cantor, terá sido profético.

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