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Perito aponta detalhes das lesões que mataram bebê de um ano em Anápolis

(Foto: Reprodução / TV Anhanguera)

Polícia Civil já atua sobre o caso, que tem a madrasta da criança como a principal suspeita pelo homicídio

Morreu nesta segunda-feira (09) a pequena Jhully Emanuelly Martins Lima, de apenas um ano, que estava há cinco dias internada em estado grave na UTI do Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (HUGOL).

Ela passava uns dias na casa do pai e da madrasta, em Anápolis, e foi socorrida às pressas e desacordada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) na noite da última quarta-feira (04).

Para os médicos, as lesões que a bebê apresentava eram incompatíveis com uma simples queda de cama, como alegou a madrasta dela, e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do município.

Perito criminal da Polícia Técnico Científica de Goiás, Ricardo Matos afirmou em entrevista ao G1 que Jhully teve um traumatismo craniano, mas “não há sinais de que previamente ela vinha sofrendo maus tratos ou outras lesões, e nem qualquer vestígio de abuso sexual”.

Uma outra perícia, segundo o profissional, poderá ser realizada na casa do pai da bebê para apontar o que realmente aconteceu. Porém, a distância entre a data da suposta agressão e o óbito poderá interferir nos resultados.

“O detalhe importante é em relação justamente à preservação do local, uma vez que houve um lapso temporal entre o episódio, a internação, o óbito. Então isso pode ser um evento que prejudique sim as investigações”.

Em tempo

Os pais de Jhully se separaram há quatro meses e a garotinha morava com a mãe, em Goiânia. O homem, no entanto, conheceu a nova mulher pela internet e se mudou para Anápolis para morar com ela.

A madrasta foi quem acionou o socorro ao perceber que a bebê estava desacordada, enquanto o homem estaria trabalhando.

Como Jhully foi diagnosticada com um coágulo no cabeça, não é descartada pela Polícia Civil a hipótese de ela ter sido violentamente espancada pela mulher.

Conforme a conselheira tutelar Roselei Monteiro, um exame de corpo de delito chegou a ser realizado na garotinha para descobrir as causas das lesões, mas só deverá ficar pronto em 20 dias.

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