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Prefeitura de Anápolis também se nega a responder se médica infectada atendeu pacientes

Em isolamento domiciliar, a anestesista também atua como clínica-geral e foi o primeiro caso a testar positivo para o novo coronavírus na cidade

Avatar Danilo Boaventura -

Na entrevista por telefone que deu ao Portal 6, a médica anestesista Leila de Sá Rodrigues da Cunha, de 69 anos, não quis dizer se atendeu pacientes após chegar da Itália na semana passada. Ela, que também é diretora-geral do Hospital de Queimaduras de Anápolis, foi o primeiro caso a testar positivo para o novo coronavírus na cidade.

“Tudo o que eu tinha para dizer [sobre isso], disse para a Vigilância Epidemiológica do Município. Então, se tiverem que afirmar alguma coisa, é melhor que eles façam isso”, endereçou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Anápolis, mas, em nota, na manhã desta quarta-feira (18), a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) não respondeu se a médica avisou às autoridades da pasta se manteve a rotina no hospital da qual é uma das fundadoras.

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Também não houve resposta para os seguintes questionamentos feitos pelo Portal 6:

– há familiares e funcionários do hospital entre os casos suspeitos com a doença?
– há pacientes com suspeita de contaminação local que tiveram ou possivelmente tiveram contato com a médica? Se sim, quais os procedimentos adotados pela Semusa a respeito?

Alegando “sigilo das informações”, a pasta anotou que “não comenta sobre a identidade de eventuais casos suspeitos ou confirmados com o novo coronavírus”. O Portal 6, no entanto, não solicitou nomes à Semusa.

Assintomática

Em isolamento domiciliar, a médica anestesista também atua como clínica-geral na unidade. Ela garante que não tem sentido sintomas do novo coronavírus (como febre, tosse seca e dificuldades para respirar).

“Graças a Deus estou muito bem. Disseram nas redes sociais que eu estava entubada no Ânima. Não estou. Estou em casa e bem”, contou por telefone.

Nas redes sociais centenas de pessoas externaram o temor de contaminação comunitária caso a médica tenha atendido pacientes e tido contato com outras pessoas, como funcionários do hospital.

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