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Revisão de medidas de isolamento social em Goiás já tem data para acontecer, lembra Caiado

(Foto: Junior Guimarães)

“Quero sair dessa crise com poucos óbitos e economia restabelecida”, afirma governador

O governador Ronaldo Caiado (DEM) anunciou nesta quinta-feira (26) que, após o final do prazo do decreto de isolamento social, as rotinas da população poderão ser liberadas gradualmente.

Até o dia 04 de abril, conforme o documento, só poderão abrir as portas em Goiás os estabelecimentos que suprirem as necessidades básicas da população, como supermercados e farmácias.

“Dia 04 é definitivo? Todo mundo volta ao normal? Não. Vamos saber equalizar. Isso vai causar complicações econômicas, é lógico. Mas a nossa responsabilidade principal é a vida das pessoas. Dessas, eu não abro mão como médico e governador”, afirmou.

Durante o discurso, Caiado também salientou que a “paranoia” em relação à crise econômica não é necessária, pois o estado se adiantou nos cuidados contra o novo coronavírus.

“Estão numa paranoia de que todo mundo vai quebrar, que vai ser um desemprego total. Todo lugar com coronavírus teve óbitos e empresas quebradas. Nós saímos na frente. Vamos ver o que podemos liberar, se as aulas, a mineração ou a construção de rodovias. Gradualmente, vamos fazer”, pontuou.

Nas redes sociais, o chefe do Executivo Estadual voltou a falar sobre o assunto e disse que nenhuma decisão está sendo tomada sem a análise de todos os impactos.

“Tenham certeza, não estamos tratando os problemas de forma isolada, apenas estamos priorizando as ações. E escolhemos salvar vidas. Eu, mais do que ninguém, quero sair dessa crise com poucos óbitos e a economia restabelecida”, escreveu.

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Precisamos esclarecer uma coisa: quarentena não é quarenta dias, muito menos quatro meses. Quarentena é o período em que nos colocamos em isolamento social. Aqui em Goiás, determinamos que ela permaneça até dia 4 de abril. “Mas, a partir daí, todo mundo vai poder voltar à sua rotina normal, Caiado?”. Não, minha gente. Vamos liberando os setores na hora certa, sempre tendo como embasamento uma visão cientifica e técnica. Nenhuma decisão aqui é tomada sem que analisemos todos os impactos possíveis. Tenham certeza, não estamos tratando os problemas de forma isolada, apenas estamos priorizando as ações. E escolhemos salvar vidas. Mas a economia não precisa trazer todo esse pânico generalizado. Eu, mais do que ninguém, quero sair dessa crise com poucos óbitos (para nossa imensa tristeza, uma paciente morreu hoje) e a economia restabelecida! E a melhor estratégia para que obtenhamos esse resultado é, sem dúvidas, o isolamento social. #GoiásContraCoronavírus

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Em tempo

Goias registrou nesta quinta-feira (26) a primeira morte por Covid-19. A paciente, uma mulher de 66 anos, morava em Luziânia e estava internada em estado grave no Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia.

José Walter, secretário municipal de Saúde da cidade do entorno do Distrito Federal, foi quem anunciou o óbito, informando também que a idosa tinha hipertensão e doenças respiratórias.

Segundo ele, as pessoas que tiveram contato com a vítima já foram isolados e serão submetidos a exames para detectar se alguém também se contaminou.

Goiás registra a primeira morte em decorrência do novo coronavírus

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