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A inspiradora história da farmacêutica de Anápolis que abandonou profissão e está colhendo o sucesso

Em dezembro de 2019, após muito esforço e foco, ela ganhou um mega carro rosa como reconhecimento

Caio Henrique Caio Henrique -
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Se alguém – vamos supor um repórter, dada a realidade jornalística aqui presente – sair nas ruas perguntando às pessoas o que elas fariam com certa quantia de dinheiro ou até mesmo qual o sonho de consumo delas, não seria nenhuma surpresa ver muitas dizendo “um carro”.
 
Ter um veículo próprio é considerado um dos maiores símbolos de independência e sucesso pessoal na sociedade moderna, e pode ir muito além disso. Aos olhos capitalistas, automóveis de luxo esbanjam poder e dizem muito sobre o status de alguém.
 
Mas seja como for – um modelo simples e comprado com muitas parcelas ou um carro do ano pago à vista e na hora – ter o próprio veículo sempre representa uma satisfação única ao dono. E o que poderia superar esse sentimento?
 
Caso essa pergunta seja feita a uma anapolina muito específica, a resposta pode surpreender: “não só ganhar um carro, mas conquistar um carro que seja 100% fruto do seu próprio trabalho”.
 
Ficou confuso? Continue lendo os próximos parágrafos e conheça a história de uma farmacêutica de Anápolis que, em apenas cinco anos, conseguiu ocupar um dos cargos mais elevados em uma das maiores empresas de cosmética do mundo, além de realizar o sonho de conquistar um carro novo – e não qualquer carro.
 
Início de um sonho
 
Em março de 2015, Kedima Barbosa, de 38 anos, tomou – por necessidade – a decisão que mais impactou sua vida atual.
 
Com contas acumuladas e três filhos em casa vivendo o auge da mensalidade escolar, ela aceitou o convite de uma amiga que vendia maquiagem e resolveu embarcar nesta jornada também.
 
O objetivo, na época, era muito simples: conseguir uma renda extra, por menor que fosse, para ajudar a pagar as contas em casa.
 
“Mas Deus dá mais do que a gente pede”, ressaltou a empreendedora.
 
Crescimento
 
Com cinco meses de trabalho, ela conseguiu uma das promoções mais importantes dentro da empresa, deixando de ser uma ‘consultora de vendas’ filiada à colega que a introduziu no trabalho e passando a ser uma diretora independente, coordenando a própria unidade – que na ocasião ainda era um rascunho do que iria se tornar no futuro.
 
De repente, o aumento na renda deixou de ser o objetivo principal de Kedima, e passou a ser uma consequência da dedicação, empenho e, principalmente, a confiança que ela começou a depositar no próprio projeto.
 
O impacto foi tão grande que ela começou a rever suas próprias prioridades.
 
“Foi nesse momento que tomei uma das decisões mais importantes da minha vida”, destacou.
 
Divisor de águas
 
De forma simples e direta – assim como essa constatação – ela resolveu sair do emprego fixo de farmacêutica que tinha em um hospital e se dedicar total e inteiramente ao projeto de desenvolvimento e crescimento nas vendas.
 
“O povo achava que eu era doida, largar meu emprego fixo e apenas meio-período para viver só disso, mas eu tinha certeza que era a decisão certa”, apostou.
 
Dito e feito. Com o foco 100% na empresa, ela começou a crescer de forma muito rápida, o que desabrochou um sentimento muito especial: o de que todas aquelas premiações ofertadas para quem atingisse metas específicas não era um sonho assim tão distante.
 
Desde então, Kedima acumulou conquistas de peso no currículo pessoal. Um cruzeiro pela costa brasileira e uma viagem para o Caribe, ambas custeadas pela empresa, são alguns bons exemplos.
 
Mas ela não estava satisfeita e começou a mirar em um dos maiores sonhos de qualquer funcionária da multinacional: um carro rosa pago pela empresa e totalmente personalizado.
 
Coroação
 
Madrugadas varadas, cartazes de incentivo na cabeceira da cama e uma mobilização que envolveu toda a família, colegas de trabalho e amigos.
 
Esses são alguns dos bastidores do processo de cumprir os requisitos para a conquista do veículo. Batizada de ‘Ypê Rosa’, a unidade da anapolina, que começou com pouquíssimas pessoas, já passava das 100 participantes.
 
Com tamanha dedicação, não demoraria muito para que mais um objetivo fosse alcançado. É o que acreditava Kedima e todos os envolvidos.
 
Até que o momento chegou, em dezembro de 2019, a confirmação veio. No último fechamento não só do mês, mas do ano, os números bateram, as metas foram ultrapassadas e a faixa que marca o final da corrida foi rompida.
 
A alegria pode ter sido instantânea, mas a realização de fato só veio a acontecer meses depois, já em meio a um 2020 atípico, de pandemia.
 
O carro chegou. O modelo ASX da Mitsubishi ganhou espaço na garagem da casa, que já sofreu muito com os vazamentos de óleo de um Santana Quantum 1999 carinhosamente emprestado pelo sogro.
 
O carro tem cara de mau, mas a pintura rosa em meio a detalhes cromados não deixa de arrancar sorrisos e olhares de surpresa de quem o vê passando.
 
Não é raro cruzar com o veículo em meio às ruas de Anápolis. E a mensagem de Kedima para todos que presenciarem essa cena não poderia ser mais clara e emocionante.
 
“Acredite nos seus sonhos”, aconselha.

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