PublicidadePublicidade

Morte de homem que foi atropelado por bêbado em Anápolis gera comoção e revolta

Segundo a DICT, autor do crime deverá responder por homicídio doloso

Rafaella Soares Rafaella Soares -

Alegre, gentil, companheiro e homem de coração enorme. São com essas palavras de carinho que amigos e familiares estão prestando homenagens a José Gonçalves Júnior, de 58 anos.

Conhecido por muitos em Anápolis por trabalhar com sorvetes e prestar um atendimento de excelência, ele teve protocolo de morte encefálica iniciado após ser atropelado, no último dia 09 de dezembro, por um bêbado no bairro Jundiaí.

José atravessava a faixa de pedestres quando foi atingido em cheio por Tiago Francisco da Silva, de 32 anos, que estava em uma moto.

PublicidadePublicidade

Testemunhas afirmam que o condutor teria avançado o sinal vermelho em alta velocidade. O teste do bafômetro apontou que ele tinha 0,53 mg/l de álcool no organismo.

Desde então, a vítima está em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HUANA), apresentando traumatismo craniano.

Além dos lamentos pelo estado de José, são muitos os anapolinos que afirmam estar revoltados com tantos casos semelhantes na cidade. Apenas em 2020, 128 pessoas perderam a vida no trânsito.

Investigação

O autor do atropelamento, que foi autuado, à época, por embriaguez ao volante com lesão grave, agora responderá por homicídio doloso, quando há a intenção ou se assume o risco de matar.

De acordo com o delegado Manoel Vanderic, titular da Delegacia de Trânsito, o caso é convertido automaticamente e as equipes terão de realizar uma série de ações para concluir o inquérito.

“Nessa situação, o indiciamento preliminar vai ser convertido automaticamente para homicídio doloso e fica na mão no Ministério Público”, explicou

“Como não foi feito perícia, já que a vítima foi socorrida com vida do local, vai ser feita reprodução simulada. Vamos reunir imagens, esperar o laudo do perito, fazer medições, isolar o local, chamar os envolvidos, testemunhas e realizar oitivas. Precisamos ter provas contundentes para que a condenação seja certa e severa”, acrescentou.

[jnews_block_3 first_title=”Navegue pelo assunto” include_post=”139218″]

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

PublicidadePublicidade