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Cidades x chuvas: existem soluções para resolver o problema e elas passam pelo manejo sustentável

Da Redação Da Redação -
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Muitas localidades, como Anápolis, não dispõem de sistemas de drenagem urbana adequada. Na ausência de planejamento, as cidades sempre foram e são produtos de decisões isoladas. Isso, em drenagem urbana, implicam a implantação apenas de galerias de águas pluviais e canais.

Esse conceito de permitir o escoamento para as galerias transfere os problemas de alagamentos, enchentes e inundações para jusantes, provocando impactos ambientais e prejuízos irreversíveis para a população e ao patrimônio público.

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Inundações, enxurradas e alagamentos são repetidamente noticiadas em cidades brasileiras e, na maioria das vezes, erroneamente justificadas como desastres naturais provocados exclusivamente pela alta precipitação em determinado período do ano. A explicação para tais ocorrências deve-se a uma somatória de fatores naturais e de urbanização.

Assim como a água não absorvida gera destruição, a mesma se torna escassa nos período de seca, pelo fato de não reabastecer os lençóis freáticos. Na urbanização percebe-se a expansão considerável da área impermeável e redução da permeabilidade do território, acarretando em um desequilíbrio do ciclo hidrológico urbano.

Na busca em reduzir esses problemas no final do século passado surgiu a concepção da drenagem urbana sustentável. Define-se a uma maneira simples e diferente de pensar as drenagens, a partir da detenção e retenção dos escoamentos pluviais.

As águas pluviais precisam ser pensadas quanto ao seu benefício, não devem se tratadas como vilãs. Observando a natureza e aplicando seus princípios de absorção nas cidades, teremos uma redução dos problemas gerados pela impermeabilização do solo.

Podemos citar os principais dispositivos ligados ao conceito de SUDS (Sistema Urbano de Drenagem Sustentável) os quais realizam o controle nas fontes, ou seja, contribui para a retenção no lote, consequentemente evita a ocorrência de inundações e alagamentos a jusantes das bacias urbanizadas.

1 – Micro reservatório
2 – Vala de infiltração
3 – Jardim de chuva
4 – Telhado verde
5 – Faixa gramada
6 – Trincheiras de infiltração

Diante do cenário caótico das cidades brasileiras no controle das enchentes das áreas urbanas, destaca-se a necessidade inadiável de qualificar ações preventivas onde forem possíveis e ações corretivas onde o problema já se encontra instalado, transformando a rede de drenagem urbana tradicional em uma rede de drenagem urbana sustentável, baseada na natureza, garantindo economia de recursos, melhoria contínua do ambiente e compatibilização com a realidade das cidades brasileiras.

Márcio Corrêa é empresário e odontólogo. Preside o Diretório Municipal do MDB em AnápolisEscreve sempre às segundas-feiras, excepcionalmente nesta semana na terça.

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