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O momento pede união e o fim de guerras políticas

Da Redação Da Redação -

Começo a minha reflexão de hoje em um momento que nos aproximamos da lamentável estatística de 240 mil vidas de brasileiros e de 8 mil goianos perdidas por este coronavírus devastador. Considerando que os efeitos da pandemia extrapolam os limites sanitários, gerando sequelas irreversíveis nos campos econômico e social, se faz necessário que nossos gestores e agentes políticos, instituições e líderes superem suas diferenças ideológicas, partidárias e de convicções para se unirem à um único propósito: salvarmos vidas!

É frustrante que uma parcela da classe política, alojada nos mais diversos setores e esferas de poder e representantes de instituições, ainda criem obstáculos ou rejeitem boas ideias ou iniciativas pelo puro sentimento de vaidade e/ou expectativa de poder contra aqueles que, fora de seu grupo político, exercem mandatos eletivos. Que não se prontifiquem a ajudar e, quando sempre que possível, buscam atrapalhar as atuais gestões com um sentimento do “quanto pior, melhor”.

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Passadas as eleições, é preciso a união de todos para contribuirmos com os esforços do setor público em prol da população. É preciso superarmos as divergências e não deixarmos que o egoísmo e a vaidade falem mais alto que o amor ao próximo, o amor ao cidadão e o amor a vida.

Todos temos as nossas preferências em períodos eleitorais. Para nós, nossos candidatos apresentaram os melhores projetos e certamente nos causava uma iminente e real expectativa de dias melhores. Mas, nem sempre temos êxito em nossas candidaturas ou escolhas. É a democracia, que coroa os candidatos que obtiveram a maioria dos votos dos eleitores. No entanto, devemos respeitar os resultados das urnas e, juntos, unirmos em uma campanha onde todos seremos vencedores.

Ao fim das eleições de 2008 nos Estados Unidos, uma fala do candidato derrotado John McCain (1936-2018), do Partido Republicano, ao admitir a derrota para o candidato do Partido Democrata, Barack Obama, impactou o mundo: “Ontem ele era meu adversário. Hoje ele é o meu presidente”.

É preciso cultivar o sentimento de união, de todos abaixarmos as armas, afastarmos as diferenças, pensarmos no coletivo, lutarmos pela vida humana, desenvolvermos soluções, apresentarmos nossas ajudas, que conclamo aos vencedores e aos que não obtiveram vitória, aos da esquerda e aos da direita, aos da situação e aos da oposição, aos radicais e aos liberais, enfim, todos, para que possamos nos unir e cuidarmos uns dos outros. Em especial, cuidarmos dos que mais precisam.

Márcio Corrêa é empresário e odontólogo. Preside o Diretório Municipal do MDB em AnápolisEscreve todas as segundas-feiras.

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