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Professor se pronuncia após ‘brincadeira’ sobre fuzilamento de alunos em escola de elite de Anápolis viralizar

Registro foi feito em maio, mas imagens só se tornaram públicas nesta semana, depois que diversos pais procuraram a direção para reclamar

Rafaella Soares Rafaella Soares -
Professor Pedro Olímpio gravou vídeo para pedir desculpa. (Foto: Captura)

O professor de história Pedro Olímpio Júnior se pronunciou sobre as polêmicas imagens de uma aula no Villa Galileu, colégio de elite localizado no Anápolis City, bairro nobre da região Leste da cidade, que viralizaram nesta quinta (26).

Em vídeo enviado ao Portal 6, o profissional de educação não só pediu desculpas pelo ocorrido, como também reconheceu que a fala foi “antiprofissional e irresponsável”.

“Naquele dia totalmente infeliz, eu acabei falando algo que eu nem quero repetir, mas que foi totalmente reprovável. Gostaria de dizer também que, por mais reprovável que tenha sido a fala, eu quero que todos os pais fiquem cientes que nunca houve qualquer possibilidade daquela frase se transformar num ato real”, afirmou.

“Eu nunca fiz e nunca farei mal nenhum a nenhuma criança e nem para ninguém. Sempre defendi o diálogo e a paz. Na minha vida pessoal também nunca me envolvi em briga. Sou totalmente contra a resolução de problemas por meio de violência e tento passar isso para os alunos”, acrescentou.

Antes de finalizar a fala, Pedro Olímpio também revelou ter pedido o desligamento da escola e reafirmou que nunca quis causar transtornos para as crianças, os pais e para a unidade.

“Não sei se consigo reparar minha fala, mas vim deixar claro que estou muito arrependido e nunca quis fazer mal para qualquer criança. Espero que um dia possam me perdoar.”

Veja o vídeo na íntegra

Em tempo

A reportagem do Portal 6 recebeu na tarde de quinta (26) a gravação em que o professor perde a paciência com os estudantes do 9º ano do ensino fundamental e diz frases assustadoras às crianças do colégio de elite.

“O que eu faço? Trago a metralhadora e fuzilo vocês tudo? Fazer a chacina do Villa Galileu”, exclamou o docente.

Os questionamentos incomodaram de cara os alunos que, como visto no vídeo, reclamam ao fundo nos microfones: “O que é isso, professor?”

Não satisfeito, o homem fez referências a bombas e disse que nada disso seria suficiente porque “a chatura é tanto que nem morrer morre.”

O registro foi feito ainda em maio por uma responsável, mas as imagens só se tornaram públicas nesta semana, depois que diversos pais procuraram a direção para fazerem reclamações quanto às atitudes do mentor.

Em nota, a instituição afirmou que tomou conhecimento da situação e reconheceu a gravidade do ato, garantindo que todas as medidas de segurança são tomadas para garantir o bem-estar das crianças. Leia a seguir.

“O Villa Galileu esclarece sobre o episódio do professor de história, reconhecendo a gravidade da situação. E informa que o mesmo foi desligado, assim que tivemos acesso ao conteúdo do vídeo. A escola toma todas as medidas para garantir a segurança de suas crianças e conta com segurança especializada.”

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