“Já temos contratos para substituir os médicos que não quiserem trabalhar”, avisa Roberto

Planejamento foi realizado durante a madrugada e nova reunião com a classe está marcada para terça-feira (19)

Karina Ribeiro -
Roberto Naves, prefeito de Anápolis. (Foto: Bruno Velasco)

Poucas horas após o Sindicato dos Médicos de Anápolis (SIMEA) anunciar a paralisação da categoria a partir desta sexta-feira (15), o prefeito Roberto Naves (PP) e a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) se reuniram na tentativa de achar uma solução para que as unidades públicas continuem atendendo normalmente.

“No que diz respeito aos credenciados, eles não podem deixar de trabalhar. Se eles fizerem isso, serão notificados, vou romper o contrato e já contratar quem quer prestar o serviço”, declarou Roberto.

Segundo o prefeito, esse problema será contornado com o chamamento de novos profissionais.

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Embora haja rumores de que a corda entre os profissionais de saúde e o Executivo tenha esticado após mudanças, como implantação de ponto eletrônico nas unidades básicas de saúde, organização de agendamento para consulta e até a contratação de Organizações Sociais (OS) para administrar as unidades de saúde, a justificativa da greve dada pelo SIMEA não vai por esse caminho.

Segundo a entidade, as demandas da classe são relativas à condições de trabalho e também de defasagem salarial.

Decisão

A definição da greve foi realizada, na noite dessa quinta-feira (14), por meio de uma assembleia, que ocorreu de forma remota, entre os membros do Sindicato dos Médicos de Anápolis.  A reunião virtual ocorreu após tentativas do executivo em tratar das queixas e atender às demandas da classe. Em vão.

“Eu sei que essa não é a decisão da maioria e abrimos um canal de diálogo para sempre estarmos lidando com essas questões”, diz. Ele ressalta que está marcada, para a próxima terça-feira (19), um novo encontro com representantes da classe.

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